sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Michael C. Hall avalia sucesso, humanização de Dexter e aceitação do público

Michael C. Hall está acostumado a conviver com polêmica. Interpretou um homossexual em Six Feet Under, seu primeiro papel de sucesso na TV, e atualmente vive em Dexter o serial killer com pinta de herói.

Ao incorporar um assassino - considerado por muitos como justiceiro -, o ator cruza limites em cada episódio da série, abrindo discussão para temas espinhosos como moralidade, vida, morte, certo e errado.

Ciente da dualidade do seu personagem, em entrevista para a jornalista Etienne Jacintho do Estadão o ator falou o que pensa sobre o carisma expurgado por Dexter que, mesmo expondo o seu lado mais negro no ar, conquistou milhões de americanos.

"Eu diria que a série encoraja pessoas a empatizarem com Dexter, não sei se vai além disso. Talvez, mas não sei", defendeu ele.

Humanização

C. Hall também comentou sobre a evolução do anti-herói na série que, desde a primeira temporada, passa por um longo processo de auto-transformação para se tornar uma pessoa mais "aceitável" aos olhos da sociedade:

"A 1ª temporada trouxe uma identificação das pessoas por Dexter. Uma vez que isso foi alcançado, acho interessante ver que, enquanto Dexter caminha em direção a um comportamento mais humano na 3ª temporada, ele também vai para um território mais obscuro em relação à compulsão e ao modo de matar".

Código

Dexter desafiou as sagradas regras do seu pai e percorreu um caminho tortuoso na última temporada da série. Mesmo com o senso de julgamento deturpado do personagem, seu intérprete garante que ele nunca violará o princípio básico do Código de Harry: tirar a vida de quem não merece morrer:

"Quero desafiar a afeição da audiência, mas Dexter não vai sair matando inocentes. Vê-lo mover-se mais rápido e sem ser tão temente ao Código é algo irresistível para o público", confessou C. Hall.

Paixão

De férias com o fim da terceira temporada, o astro que concorre ao Globo de Ouro este ano por sua brilhante atuação, ainda confessou que, mesmo curtindo uma folga das matanças de Dexter na ficção, não conseguirá se desvincular do serial killer.

"Estou sempre preocupado em como interpretá-lo. Nunca me desligo completamente do personagem, sempre penso no que virá mais tarde".

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