domingo, 31 de outubro de 2010

Dexter 4x12 Review - The Getaway (Season Finale)

dexter31 Dexter – 04x12  The Getaway
Nada é inevitável
Quando Dexter, em algum momento de sua conversa com Arthur, disse a frase acima, eu me perguntei, será? Mal sabíamos que logo teríamos a resposta, que encerrou a quarta temporada com chave de ouro!
Porque, com um episódio desses, as coisas se tornaram inevitáveis e Dexter está destinado a viver um ciclo, ou perpetuar um e como a cena final deixou bem claro, ele não só perpetua seu ciclo com seu passageiro sombrio, como deixa de “herança” para seu filho.

Antes de confabular e analisar a bomba que foi a morte de Rita pelo Arthur Miller, vamos por partes, assim como o nosso amado serial killer: primeiro temos a resolução do caso do Trinity Killer, que depois de uma virada espetacular, e até mesmo um pouco fantasiosa (Debra, a partir do desenho de Scott Smith, o menino que Arthur sequestrou, desvenda tudo em cinco minutos), achei que o “encerramento” do caso foi meio às pressas, e aquela cena com os agentes do FBI meio forçada, mas mesmo assim encerrou-se dignamente a storyline.

Outra revelação que eu achei que seria bombástica na trama, mas que acredito que será mais usada na próxima temporada, é a descoberta de Debra que o ITK e Dexter eram irmãos, foi um momento até rápido para a dimensão do assunto, mas mesmo assim me fez arrepiar.

Enquanto isso temos todos da MMP meio que de lado nesse final de temporada, com Masuka sendo engraçadinho, Quinn ainda sem sabermos por que ele era investigado e Angel e Maria agora casados, mas sem muitas novidades, por que no fim das contas esse episódio, que acreditávamos que seria a vez de Arthur brilhar, na verdade foi novamente de Dexter e sua família roubarem a cena.

dexter29 Dexter – 04x12  The Getaway

O fato é que durante toda essa quarta temporada eu fiquei martelando que o enfoque seria a família e como Dexter lidaria com isso, mas confesso que NUNCA imaginei que o rumo que se seguiria seria Rita morta na banheira pelo Arthur! Se a temporada toda ela irritou boa parte dos espectadores, agora sem ela, como será que fica? Admito que não queria ela morta, mas bem sei que isso trará uma virada nas tramas seguintes.

O episódio contou com uma mórbida poesia em seus minutos finais, com a conversa com Arthur na mesa de Dexter (aliás, esses diálogos de final de temporada com os “antagonistas” na mesa de Dexter sempre rendem boas cenas, normalmente as mais importantes do season finale), só que a grande “poesia” estava na ironia das coisas.

Se por um momento fomos levados a acreditar – pelo menos eu fui – em um futuro mais cheio de “humanidade” em Dexter, que queria ver a lua com a sua querida Rita (quase num momento Maria do Bairro, eu confesso) tudo foi por água abaixo nos minutos finais.

Quando vi Harrison sentado em sangue, assim como o pequeno Dexter um dia esteve quando Harry o encontrou, pensei por um momento que era imaginação de Dexter. Mas ao ver Rita na banheira, tive certeza que aquilo tudo estava acontecendo e que um personagem como Arthur Miller não deixaria de sair da série sem ser em grande estilo, reforçando o coro, do qual participo, de que Arthur, interpretado pelo brilhante John Lithgow, foi o melhor personagem convidado da série ( e que com certeza será forte candidato ao Emmy).

dexter30 Dexter – 04x12  The Getaway

Agora, o que nos resta é saber como é que Dexter será um serial killer, um pai viúvo de um bebê, uma pré-adolescente e um menino que acabaram de perder a mãe, e mais, como ele mesmo controlará seu passageiro sombrio com a própria dor da inevitabilidade de seu destino marcado por tragédias.

No fim, além do destino inevitável de Dexter, outra que coisa que se tornou inevitável foi a satisfação de ver a excelente qualidade da série, que provou saber se reinventar fugindo das armadilhas dos clichês que a própria essência da história traz.

Se você, por acaso, duvidou do quanto a série podia trazer, tenho certeza que depois de The Getaway você não poderá fugir do óbvio: Dexter está entre as melhores séries no ar atualmente e traz não só um roteiro inteligente, mas uma obra de qualidade por completo.

Por: Lívia Figueiredo - Blog Na TV

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