domingo, 31 de outubro de 2010

Review 4×02 – Remains to be seen

O malabarismo entre a família e o trabalho foi uma tarefa hercúlea para Dexter nesse episódio. Ele precisa equilibrar muita coisa e encontrar seu verdadeiro caminho, porém essa jornada fica ainda mais complicada quando o Dark Passenger tem uma mão no volante.

Bom, uma pena que essa mão não é das mais habilidosas, e encontramos nosso serial killer favorito to amassado e confuso momentos depois do seu acidente de carro no episódio anterior. Foi frustrante ter assistido ao promo da temporada e já saber que Benny não estava no carro. Essa tensão que o roteiro de Dexter cria de forma magistral é um fator muito importante para podermos curtir 100% do episódio. É por isso que eu odeio promos e nunca assisto. Como me arrependi de ter cedido a curiosidade.

Michael. C. Hall esteve sensacional nesse episódio. Ele transpareceu de forma perfeita todo o efeito da falta de sono e a frustração por não lembrar onde tinha escondido os restos de Benny. Não consigo entender como ele ainda não ganhou um Emmy nesses últimos três anos. Fazer com que a audiência se importe e torça por um serial killer é um trabalho de mestre que em grande parte é mérito de C. Hall. Tarda, mas não falha. Um dia ele ainda leva essa estatueta para casa.

Outro grande destaque de ótima atuação vai para John Lithgow. O Trinity Killer teve poucas falas e cenas, mas é impressionante o ar maléfico que Lithgow consegue transmitir. Foi interessante notar que o modo como escolhe suas presas é de uma forma muito mais aleatória de como Dexter escolhe as suas. Mal posso esperar pelo encontro entre Dexter e Trinity. Será que um vai reconhecer o outro como “colega de trabalho” logo de cara?

Quinn sentiu na pele o famoso ditado americano, “karma is a bitch”. O mundo da voltas e se no episódio anterior ele não poupou esforços para encher o saco de Dexter depois do vacilo no julgamento de Benny agora ele não mediu esforços para tentar cair nas boas graças de Dex após ele ter presenciado Quinn roubando aquele dinheiro da cena do crime. Legal eles retomarem aquela questão da temporada passada sobre o caráter de Quinn. Rolex, carrão, corregedoria na cola… O cara realmente não é flor que se cheire.

Os casos amorosos todos se complicaram essa semana. Laguerta e Batista já sentiram a pressão de manter um relacionamento escondido no local de trabalho e Deb envolvida em um triângulo amoroso. Ela pode repetir quantas vezes quiser que ama o Anton, mas todos sabemos que seu coração pertence a Lundy.

Sempre fui fã da maneira como Harry é usado na série. Às vezes como “grilo falante”, às vezes como Obi-Wan Kenobi e às vezes como o subconsciente de Dexter. Ele esteve lá desde o começo tentando ajudar Dexter a lembrar onde ele tinha escondido o corpo de Benny, e depois que ele finalmente encontrou os restos da sua última vítima, achou uma pista para o caso do vacation murder (outro serial killer na trama que aos poucos está ganhando mais destaque) e se livrou de Quinn e Lundy, Dex finalmente chegou em casa para desfrutar de um merecido “sono dos justos”. Pelo menos era isso que ele desejava até o pequeno Harrison começar a chorar.

“Fuck!”

Por: @MichelArouca - SerieManiacos

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