domingo, 5 de dezembro de 2010

Review 4×06: If I Had A Hammer


Arthur Mitchell é um pai de família dedicado, um diácono em sua igreja e tem um coração encharcado de solidariedade. Ou sangue, posso estar enganado.

Embora o Trinity Killer esteja ao alcance da seringa de Dexter, sua vida ainda é preservada por um bom motivo: é um assassino com anos de experiência e que aparentemente construiu uma blindagem inestimável em sua família e trabalhos de cunho social. Ao menos por ora, o nosso protagonista está equilibrando a vontade de liquidar o homem com a necessidade de aprender mais sobre seus métodos.

Em “If I Had A Hammer”, Dexter se envolve lenta e cuidadosamente no cotidiano de Arthur Mitchell, o pai do ano. Vai aos cultos de sua igreja, martela dedos e pregos na obra para a caridade e, aos poucos, vai desvendando o vínculo quase simbiótico entre o Trinity Killer e seu passado familiar conturbado. A cena em que Dexter segura a urna com as cinzas da irmã da personagem de John Lithgow ficou ótima – me manteve na ponta da cadeira, ela e sua seqüência retratada na imagem desse post.

No que tange aos nossos queridos (ou não) subplots, a Deb ainda está a milhas de distância de encontrar qualquer coisa relevante sobre o Arthur, Angel e Laguerta estão supostamente separados e a Rita continua mais irritante do que nunca. Esse shack que ela e o Dexter tão sorridentemente construíram do lado de casa mais me parece um chamariz pro Dark Passenger que propriamente um progresso – na trama ou na própria história dos dois. Lembra aqueles desenhos animados em que o esconderijo do bandido é jocosamente apontado por mil e uma setas iluminadas? Eu senti algo assim quando vi a salinha do maridão.

O trabalho do John Lithgow está ótimo até agora e eu realmente quero conhecer mais sobre a sua personagem a cada episódio. O resto da exibição, ocupado com essas historinhas paralelas, algumas vezes me faz querer adiantar o vídeo. Nessa toada, eu já disse em outras oportunidades e agora vou repetir minhas idéias para que essa temporada seja brilhante de ponta a ponta, apesar dos pesares:

•    Um dos membros do elenco fixo precisa deixar o programa. Um assassinato um pouco mais dramático e um pouco mais divisor de águas que só o do Frank Lundy seria ótimo;

•    A série precisa mostrar que os dois filhos e a esposa do Arthur Mitchell conhecem e meio que são cúmplices do lado sombrio dele. Se isso acontecesse, eu ia dar uns vinte pulos de alegria – e meio que amarraria bem direitinho toda essa tridimensionalidade que os roteiristas querem dar ao Trinity;

•    O assassino do Frank Lundy não deve ser o Trinity Killer. Não deve ser o Anton, o Quinn ou quem quer que os adeptos das teorias de conspiração vêm imaginando. A temporada terminaria com uma cereja no topo do sundae se revelassem que o cara que matou o Frank era, no fim das contas, um ladrão comum e desconhecido das personagens da série. Uma cena de alguns segundos no episódio final mostrando um fulaninho qualquer com o relógio do Lundy no pulso e pronto – esse cara nunca mais seria visto na série. Não há Emmy que resista a esse desfecho;

•    Falando em desfecho, essa temporada precisa terminar com um Trinity Killer vivo. Três temporadas se passaram e os antagonistas de cada uma eram magicamente eliminados no final. Já está na hora de mudar.

Eu tenho curtido essa quarta temporada e, mesmo com gente como a Rita poluindo a imagem (perdão, Julie Benz), não deixo de acompanhar. E vocês? Gostaram do episódio? Comentem, s’il vous plaît.

Por: Lucas Carvalho - SerieManiacos

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