sexta-feira, 22 de abril de 2011

Michael C. Hall fala sobre East Fifth Bliss, sua saúde e Dexter


O crescimento de Michael C. Hall como ator pode ser traçado por três grandes papéis: Como o mestre de cerimônias em Revival of Cabret, musical da Broadway de 1999 de Sam Mendes; Como o gay reprimido David Fisher nas cinco temporadas de A Sete Palmos, da HBO (Mendes recomendou fortemente Hall para Alan Ball, o criador da série);  E, claro, como o protagonista de Dexter, da Showtime, que é sobre um serial killer com coração – literalmente!

O quarentão anda ocupado: Peep World, uma comédia co-estrelada por ele, Sarah Silverman e Rainn Wilson, estreou mês passado. Hall comanda o elenco da ‘dramédia’ East Fifth Bliss, que abriu o Newport Beach Film Festival dia 28 de Abril. E no final de Maio, ele retorna às filmagens da sexta temporada de Dexter, que irá ao ar no final de Setembro. Produtores, dos quais Hall faz parte, disseram que haverá uma sétima temporada.


Acima de tudo isso, houve uma luta de Hall contra o Linfoma de Hodgkin no começo do ano passado, algo que Jennifer Carpenter, sua ex-esposa na vida real e irmã de Dexter, anunciou em Abril de 2010 estar em remissão. Ela pediu divórcio em Dezembro. Não é surpresa ele parecer cansado durante uma ligação de manhã, da sua casa em Los Angeles. Ou talvez tenha sido cedo demais para deixar de lado sua fala pausada característica da Carolina do Norte.

OC Weekly: Você poderia descrever East Fifth Bliss?
Michael C. Hall: É um.. Acho que o slogan do filme é a melhor explicação. É uma história de amadurecimento, de quem deveria ter amadurecido há muito tempo atrás. Morris Bliss, o personagem que eu interpreto, está parado no tempo. Ele ainda vive no apartamento em que cresceu com seu pai. Você logo percebe que a mãe de Morris morreu quando ele era adolescente. Ele nunca superou; parte dele está congelada por dentro. Depois algumas coisas acontecem e ele é abordado por uma jovem garota. Ao mesmo tempo as coisas se tornam tão malucas que o forçam a seguir em frente. Leia mais abaixo...

Como o projeto apareceu para você?
Foi Michael Knowles, que dirigiu o filme. Ele editou um documentário chamado ‘The Edge of Things’, que foi dirigido por uma ex-colega de escola [Carolyn Corbett]. Ele descobriu por ela que ela me conhecia e perguntou se eu poderia ler o roteiro [de East Fifth Bliss], o que fiz. Começou aí.

Você leu a obra de Douglas Light [com o mesmo título, da qual o filme foi baseado]?
Oh, sim.

O que você extraiu para seu personagem?
Foi um ótimo negócio. A adaptação foi bem fiel ao livro, então eu peguei mais detalhes sobre como eram os dias de Morris. Não havia tanto no script que precisava ser explicado pelo livro. Além disso eu morei na East Village vários anos, na Fifth Street.

Então você sabia o que trazer para o filme?
Sim.

Uma coisa que eu geralmente leio sobre filmes britânicos é o curto tempo de filmagem. Nesse sentido, dados seus muitos anos de episódios de uma hora na televisão, você estava mais preparado?
Sim, não acho que fiquei agitado com a [rápida] filmagem. Realmente dá para comparar o número de páginas que filmamos em um dia para o seriado, e a quantidade de material que usamos para o filme. É um bom treinamento para o filme.

Por que os fãs não se cansam de Dexter?
Eu não sei. Várias razões diferentes, eu acho. Vivemos em um mundo que, em parafuso, parece estar saindo do controle. Tem muita coisa acontecendo no mundinho de Dexter, e ele tenta controlar isso de um jeito único. Acho que as pessoas se identificam com isso.

Dado seu plano de fundo musical-teatral, você ficou com ciúmes que Grey's Anatomy teve um episódio musical?
Não me lembro de inveja estar entre as coisas que senti enquanto aprendia aquilo.

Acho que um episódio musical de Dexter seria natural. Músicas como "I've Got You Under My Skin."
O navio ainda não partiu... Mas eu não me apegaria a isso.

Como está sua saúde?
Boa. Faz um ano desde meu último tratamento. Me submeti a cansativos testes que confirmaram que estou "limpo". Me sinto bem.

Essa experiência mexeu com você?
Sim, mas acho que ainda estou meio que processando o que aconteceu. O diagnóstico veio no decorrer da série. Foi coisa de tomar uma decisão e começar o tratamento. Não acho que sou o tipo de pessoa que ignora minha fragilidade. Mas agora sinto o quão preciosa a vida é, sou imensamente grato por estar vivo.

O pessoal da organização do Festival [Newport Beach Film Festival] me disse que te querem aqui para a estréia.
Ah, sim, irei. Dia 28, né?

Sim, dia 28 de abril. Você também é produtor do filme?
Não, só atuei, mas quero promovê-lo.

Bem, você está familiarizado com o local, já que Dexter é gravado perto, em Long Beach, certo?
Sim, vira e mexe vamos lá. Sempre que queremos "fingir" Miami, vamos para o sul. Qualquer coisa com oceano ao lado e nenhum rio ao fundo pode se passar por Miami.

Fonte: OCWeekly
Tradução: @Gabrielbarros42 @caiosantiago

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