quinta-feira, 21 de abril de 2011

Review 5×03 – Practically Perfect


Confesso que comecei a assistir esse terceiro episódio com um pouco de receio do que aconteceria. Dexter se tornou um favorito de qualidade irrefutável, e estava com medo de que, apesar da minha confiança, não fosse possível encontrar os elementos que me fizeram gostar da série. Temia a repetição de conceitos, de enredos, mas ao que parece, os motivos para essa temeridade acabaram. A história começou a seguir por um rumo um pouco mais desconhecido, mas nem por isso menos empolgante.

Debra entrevistando babás para Harrison foi uma das coisas mais divertidas do episódio, junto com o boneco despedaçado pelo menino no consultório. Embora com um pouquinho do clichê do falso interrogatório, concordo demais com a severidade de suas perguntas. Como assim deixar aquele bebê todo lindo com uma jovem que fumou maconha há 300 anos atrás? Nada disso, ele merece alguém de confiança, que saiba cuidar de toda sua fofura. Fiquei bastante apreensiva quando a mulher aparentemente sumiu com a criança. Acostumei com aqueles segundos meigos de sorriso inocente, e meu lado menininha não saberia acompanhar a trama sem voltar a encontrá-los. E é por isso que acho que devemos ficar atentos àquela senhora (Maria Doyle Kennedy) que me parece longe da perfeição.

Interessante perceber como Dex está tentando retornar à sua rotina. Embora com adaptações, ele realmente parece acreditar que vai saber lidar com todas as diferenças que seu dia a dia passou a ter. Além de estar confiante que uma morte vá ajudá-lo no processo. Ao mesmo tempo, me incomoda um pouco saber que o Miami Metro segue sem sentir muito sua falta. Essa multiplicidade de tramas é meio confusa pra mim. Prefiro quando as coisas são focadas essencialmente no protagonista.

Mesmo assim, a briga de LaGuerta e Angel começou a tomar um pouco mais de sentido, embora continue sendo totalmente dispensável. Batista pode perder o emprego por causa da esposa e isso provavelmente será explorado por toda temporada. Uma boa maneira de dar certo destaque a ele, de quem eu gosto, mas péssima perspectiva para ela, que já poderia ter ido embora há muito tempo.

Continuo também com minha implicância com Quinn. Mesmo tendo aparecido pouco, conseguiu ser chatinho. Mas valeu só por ver Masuka reconhecendo Justin Bieber no desenho de Kyle Butler. Juro que tenho dificuldade em enxergar quem quer seja naquele esboço. Ponto para o detetive e sua capacidade surreal de fazê-lo.

Em se tratando de investigações, o que todos já sabiam se concretizou. Uma seita relacionada à Santa Muerte será mesmo o alvo do departamento. A policial venezuelana está aos poucos ganhando espaço e deve ter um papel importante ao longo da descoberta do assassino. Minha única ressalva com relação a isso é que realmente não gosto muito dessa parte acontecendo sem Dexter. Fico com a impressão de que estou acompanhando um drama policial qualquer. Com uma equipe indo atrás de depoimentos, tirando fotos. Quase um CSI sem Grissom.


De qualquer maneira, as imagens dos assassinatos prometem. Mesmo que a formatação seja sempre parecida, a cabeça sem os olhos e separada do corpo gera um certo impacto e interesse no porquê desse tipo de mutilação. Não estou certa se costumes religiosos vão entrar no contexto, mas espero que consigam fugir do lugar comum e apresentar um personagem/vilão coerente.

Estava depositando todas minhas esperanças em Shawn Hatosy para esse papel. Pena que ele tenha deixado a trama tão rapidamente. Talvez retorne em flashbacks, mas realmente acredito que sua atuação poderia ter sido bastante promissora. A personalidade de Boyd – o homem que recolhe animais mortos e adora baboseiras motivacionais – poderia ter rendido ainda mais. Foi ótimo tê-lo visto se defendendo com o tiro de tranqüilizante. Sempre me questionei sobre a agilidade de Dexter, e seu jeito infalível. Só não me surpreendi ao ser atingido por que seu passageiro obscuro passa por uma espécie de reaprendizado.

A cena dos dois dentro da ambulância não chegou a ser incrível, mas serviu para dar um pouco mais de adrenalina ao episódio. Cheguei a achar e sentir medo de que fosse apenas o começo de uma nova caçada. Com a vítima indo atrás dele, nos moldes de Trinity. Por querer que Hatosy continuasse, duvidava que sua vida chegasse ao fim ainda nesse capítulo.


Talvez eu devesse dar mais atenção ao ritual de sua morte e o vazio que persistiu em Dexter. Mas não consigo pensar em mais nada além do final. Óbvio que ao deixar o código de Harry de lado, já pudemos perceber que algo mais aconteceria. Porém, não me passou pela cabeça que fosse a chegada de Julia Stiles.

Nada foi mostrado além do desespero da jovem e do espanto do serial killer ao perceber que havia sido descoberto. Contudo, o leque de opções aberto pela prisioneira é incontável. Eu já sabia sobre a participação da atriz, porém, achava que seria uma das babás de Harrison. Tendo consciência de que ela vai permanecer pelo resto desse quinto ano, agora percebo que vai muito além disso.

Ao contrário do que aconteceu nas outras temporadas, imagino que o enfoque agora passe a ser um pouco diferente e isso me agrada muito. Por que por mais que Dex tenha um senso de auto proteção, eu duvido que vá fazer mal à moça. Dessa forma, a investigação deixaria de ser em torno dos crimes de alguém, para se dedicar a essa nova personagem. Inerte nos braços de Dexter ela pode tanto significar uma complicação, como também um alento para o protagonista. Saber que ele mata, pode torná-la alguém próxima o bastante para ajudá-lo ou ainda uma ameaça constante de sua tranqüilidade. O mais importante nesse caso é não torná-la uma substituta para Rita e nem um novo Miguel Prado. Os minutos finais criaram a possibilidade de seguir novos caminhos e se renovar, e acredito realmente que é isso que vá acontecer. De novo,  não foi um episódio sensacional, porém, mais uma prova de que a trama está em transição. Só espero que seja pelo melhor caminho.

Por: @xtallulahx - Blog Na TV

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