sábado, 25 de junho de 2011

Jeff Lindsay, criador de "Dexter", analisa por que amamos os Serial Killers

Jeff Lindsay, o criador e autor de Dexter, falou sobre o por que nós amamos os Serial Killers e, especialmente, o favoritismo de Dexter no mundo dos Serial Killers. "Eu faço ganho a vida escrevendo sobre um Serial Killer. Surpreendentemente é uma vida muito boa. Quando escrevi meu primeiro livro "Darkly Dreaming Dexter", a história de um assassino sinmpático, pensei que estava escrevendo algo assustador, talvez um pouco perverso. Para equilibrar isso, eu também o fiz vulnerável e engraçado, o fiz carinhoso com crianças e, eu o escrevi na primeira pessoa - todos os elemntetos destinados a estreitar a lacuna entre um psicopata homicida e os leitores, que eu pensava no entanto, ser chocante.

Não foi, pois todos gostaram dele. Antes da publicação um especialista em marketing, de boa reputação, me chamou de canto e confessou: "Eu não deveria dizer, mas Dexter vai ser um sucesso esmagador". Assim, o livro decolou como um foguete. Uma das primeiras críticas dizia "Nasce uma nova vida no gênero", que significava que havia o gênero "Serial Killer".

Achei incrível: Eu havia criado algo obscuro e adorável, e um novo gênero estava diante de mim.

Descobri que as pessoas gostam de ler sobre assassinos em série. E quando recebi um telefonema de Hollywood dizendo que a showtime estava planejando o transformar em série, comecei a pensar que era muito engraçado. "Serial Killer adorável".

E, em seguida corpos aparecem na vida real e não é mais engraçado.

Desta vez, é ao longo de uma praia em Long Island. Ficamos em choque, frases saem na imprensa "pelo menos oito corpos" e "três ou quatro assassinos". Começamos a ler mais - não podemos ajudá-lo. Estamos revoltados, mas queremos saber mais. E, quanto mais sabemos sobre ele, mais ficamos horrorizados. A imagem medonha, da praia se tornando uma lixeira de corpos é ruim. Mas, então quatro dos corpos, envoltos em sacos de estopa, nos fazem crer que é trabalho de uma só pessoa: um serial Killer.

Há um sentido de medo especial que vem com a frase "assassino em série". Representa uma psicologia desumana que está além de nós, e por isso, nos chama tanto a atenção.

Todos nós podemos aceitar a idéia de matar alguém em legítima defesa ou em combate. Mas, matar várias vezes por que queremos ou por que gostamos é algo tão fora do entendimento humano que não conseguimos ter uma empatia. A palavra "mal" parece um pouco singular e bíblica, mas do que mais podemos chamá-lo?

Fui educado para acreditar que a morte por dinheiro é uma coisa absurda e a ter desprezo por essas pessoas que fazem as coisas parecerem acidente. Mas eu também vejo de outra forma. Eu me tornei o que minha mãe e meu pai chamam de "rubbernecker". Seria eu, um idiota?

Talvez sim, mas não estou sozinho. Não somente com a companhia dos americanos, mas também onde a série Dexter foi traduzida para 38 línguas. Notícias sensacionalistas de assassinos em série que saem regularmente na Rússia, China e em todo o mundo, mostra que as pessoas estão dispostas a ver o caos. E, quando aprendemos mais sobre assassinos em série, como no caso recente em Gilgo Beach, nosso "lado obscuro", que faz parte de nós, não consegue virar as costas e acabamos querendo saber mais e prestando atenção.

Isso não é necessariamente uma coisa ruim. Não nos tornamos maus por gostarmos deles. Na verdade, a razão de gostarmos é por que ficamos tranquilizados de não sermos assim e nunca termos coragem de fazer tal coisa. Quando olhamos uma carnificina sentimos medo e repulsa, e nos diz que ciar esse tipo de horror, com certeza está além de nós.

E é. Assassinos em série são psicopatas, e estudos sobre o cérebro, dizem que psicopatas nascem assim e não se tornam assim. Há uma diferença real nos cérebros. Você não se torna um Serial Killer, lendo sobre um. Assim como você não ganha poderes mágicos lendo "Harry Potter". Você pode assistir a "The Texas Massacre" pode mais de 20 vezes e isso não vai te inspirar a matar os vizinhos. Podemos nos tornar assassinos de uma hora para outra, tanto quanto podemos respirar na água.

Um psicopata homicida - um assassino em série - se delicia na matança. Ele frequentemente aterroriza o resto de nós, de alguma forma, como parte de sua diversão. A criatura do mal que espalhou corpot em Gilgo Beach usou o telefone celular da vítima para chamar a irmã.

É uma desumana crueldade, mas a pesquisa que fiz para escrever os livros "Dexter" mostra que provavelmente quando ele for pego, ele vai ser bastante parecido conosco. Ele será conhecido como um charmoso e atencioso colega de trabalho, um bom homem que ajuda o vizinho doente a guardar as comprar, e ninguém jamais suspeitaria do que ele realmente é.

Esse é o teatro de paranóia, perto de nós. Por que também, procuramos uma maneira de achar pistas de quem as pessoas realmente são. Quem entre os seus amigos pode acabar te enfiando uma faca pelas costas?

Você não tem com saber, mas ao assistir, você sabe que nunca poderia ser você. Eu acho isso bom. Não podemos negar que o mal existe, mas podemos saber se o mal somos nós. E a existência do mal, implica na existência do seu oposto, o que é bom também.

Como seres humanos comuns, vivemos no meio termo. Dependendo das circunstâncias, mas nunca alcançamos um dos estremos. E você nunca vai entender alguém que vive totalmente no lado do mal, não importa o quanto você se interesse por isso. E isso é bom.

Significa, que você é apenas humano".

Jeff Lindsay é o autor do mais recente livro da série: "Dexter Is Delicious"

Tradução: @pamstradolini
Fonte: The New York Times

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