terça-feira, 13 de setembro de 2011

Crônicas do Dark Passenger (Fanfic) #3


Foi sujo, foi estranho, foi lindo. Primeiro eu estava num corredor, haviam algumas portas no decorrer do corredor, tanto do lado direito como do esquerdo. O carpete era vermelho, no final do corredor havia um espelho, no qual de longe eu me via.
Primeira porta, uma igreja pentecostal. Não que eu seja um grande entendedor de doutrinas e linhas religiosas, mas é algo com que a gente eventualmente se depara, sendo um historiador. A igreja não era grande, devia ter umas 80 pessoas,  suficiente para fazer muito barulho, e isso de alguma forma mexeu com o Dark Passenger. O púlpito era de vidro, eu me lembro de ter dado um chute para derrubá-lo, depois escolhendo calmamente o caco perfeito. Alguns se desesperaram, outros ficaram chocados sem reação. Eu admirava, contemplava a reação que eu causara.
Me dirigi ao fundo da igreja, trancando as portas, e assim, um por um eu matei. A Necessidade não era a normal, era como se eu estivesse atrás de alguma coisa específica, perdida ali no banho de sangue. Ao final da carnificina um rapaz se levantou, ele estava impecável. Veio em minha direção e eu não pude me mexer, nem sequer olhar para ele, ele passou por mim e saiu da igreja. Só então tive forças para sair de lá.
Ao sair da igreja, novamente o corredor. O terno do rapaz estava no chão.
Segunda porta, escola. Eu estava na sala dos professores. Ao redor de lá, estavam muitas crianças brincando, e dava para ver o que acontecia dentro da sala dos professores. Novamente a Necessidade me sobreveio, usei tesoura, lápis e de sobra um estilete. Foram 4 professores e 1 professora. Essa é uma raça que sangra mesquinharia, desilusão e inveja. As crianças não reagiram a isso, mas se desesperaram por outro motivo.
O mesmo homem da igreja, agora como zelador da escola. Era o terror das crianças. Eu o segui para o corredor de volta.
Terceira porta, um casamento. Eu entrei pela porta e saí em um jardim. Os convidados já estavam mortos, tinham muitos. Se tenho noção de quantidade, eram cerca de 150. Então vi o noivo rasgando a barriga da noiva, desiludido.
Eu sai de lá, desnorteado. De volta ao corredor, quase chegando ao fim.
Na quarta e última porta, eu me encontrei em um freakshow onde os espectadores, palhaços, aberrações e apresentador eram crianças. Todos pareciam zumbis, pálidos, robôs, sem esperança alguma. E esse mesmo rapaz , só que dessa vez em uma poltrona, faceiro, sorridente. Arrogante e acima de tudo e de todos. Só eu podia enxerga-lo, eu entendia exatamente sua prepotência.
O pior de tudo é que ele sorria com ar de maestria, como quem fizesse algo sabendo como tudo ocorreria, cada mínimo detalhe.
Ele veio até mim, foi estonteante. Ele passou por mim e voltou ao corredor, eu o acompanhei. Ao sair pela porta, as portas sumiram. Eu sentia a presença do rapaz, mas ao olhar ao redor para procura-lo, eu vi o espelho. Eu me vi. Era eu mas não era eu. Eu sabia que tinha alguma coisa a ver com os desaparecimentos das crianças, mas o que eu estava fazendo ali?
Ao acordar, comecei minha pesquisa. Fiz uma lista de lugares especializados em crianças. Nome é uma cidade relativamente pequena, não foi muito difícil listar lugares como creches, escolas e hospitais. Depois disso busquei alguns casos estranhos que pudessem ter alguma ligação e tive uma surpresa.

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