quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Crônicas do Dark Passenger (Fanfic) #4


Engajado na minha pesquisa sobre casos anteriores de desaparecimento infantil em Nome, tive uma surpresa. Apesar de ser cidade com poucos habitantes, as noticias se abafam rapidamente, mas tive a felicidade de encontrar algumas coisas úteis. Azar do Jim Morris.
Jim Morris, 45 anos, dentista. Atua na área há 19 anos, mas está em Nome há 8. Teve, recentemente, uma queixa de agressão 2 dos desaparecimentos eram seus pacientes. Até então era pouca coisa para concluir algo, mas de alguma forma eu queria ver seu sangue escorrer, amanhecer congelado em uma esquina, com o brilho do sol ofuscado pelas nuvens densas.
Não demorou muito, em menos de 2 semanas eu pude ter certeza a respeito de sua culpa. Chave de rodas era o que eu tinha em mente. Leve, maciço, pequeno e eficaz. O acompanhei em sua rotina. Era quinta-feira, ao acabar de atender ele foi para o seu happy hour, o que eu presumi que fosse natural, devido as outras poucas ocorrências do fato.
“Dr. Morris, certo?” Perguntei, como quem não quisesse beber sozinho no bar. Ele conferiu para ver se ainda estava usando o jaleco, então eu complementei – “meu nome é Bon Scott” Não, eu não consegui pensar em nada mais criativo no momento. Eu só rezava para que ele não escutasse AC/DC.
“E eu te conheço de onde mesmo?” Então falei sobre meu filho, de 6 anos, que tinha medo de dentista e que eu havia pedido recomendações por aí. Já que não no meu nome, na história eu fui criativo e convincente. Consegui que ele me atendesse no dia seguinte, em um horário especial, para não atrapalhar as aulas de reforço do meu filho.
Eu estava muito ansioso, como uma criança que ao final de um ano inteiro comportando, fosse ganhar o vídeo game mais moderno que houvesse. Desci em seu consultório e pedi para que ele fosse tentar convencer minha prole de que seria tudo bem. Ele foi até o estacionamento. Eram 19h30, horário que todos estão em casa compartilhando um chocolate quente com a família. A cidade é pequena, o horário comercial é reduzido. Ele aproximou do carro, eu não resisti.
Chave de rodas. Nuca. Chão. Ele desmaiou. Eu, pacientemente, tentei reanima-lo. Eu já ia matá-lo de qualquer jeito, mas minha dúvida não me deixou ser tão apressado.
“Por que crianças? São inocentes!” Dramatizei. A princípio confesso que não sabia se ele estava implorando por motivos óbvios de inocência ou se ele estava tentando dar uma de esperto. “Comece a falar, ou eu mesmo entro naquele albergue que você chama de consultório e com seus próprios instrumentos arranco dente por dente.” Foi então quando ele cedeu.
“Você não entende! Não entende! Eu adoro crianças! Eu tive que mata-las!” Eu deveria escrever uma carta para os pais dizendo que seus filhos realmente estavam mortos? Bom, continuando...
Meu ego agradeceu. Até que não foi muito difícil encontra-lo. Eu calculei sua morte, matei-o como alguém que tinha um motivo pessoal. Não parava te acertar seu rosto com a chave de rodas. Depois de certificar-me de que estava realmente morto, ainda o chutei, para quebrar as costelas. Saber tirar a vida de alguma pessoa não é uma arte, por si próprio. Há todo um ritual, mesmo que não seja metódico, mas tem que seguir um raciocínio lógico. Eu estava de luvas, então deixei a arma no local e simulei uma fuga desnorteada. Coisa de gente que mata por impulso e vingança.
Cheguei em casa, tomei meu banho e dormi. Passaram-se alguns dias e além do caso do dentista assassinado, mais outra criança desapareceu. A polícia investigava interligação dos casos de Nome com outros casos em outras cidades.
Não podia ser, eu não peguei o cara errado. Eu não posso estar errado. Posso?

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Por: @Gabrielbarros42

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