domingo, 2 de outubro de 2011

Jennifer Carpenter analisando a 6ª temporada de Dexter

Entrevista feita pelo site digitalairwaves.net | O texto contém SPOILER

Dexter Morgan tem “cortado” o seu caminho para um nicho de sangue na TV. À medida que começa esta noite a sua sexta temporada, A série da Showtime pode se gabar, tanto a aclamação da crítica e um público que está extasiado com a vida do assassino mais amado de Miami. Sua maior defensora - e também a maior ameaça ao seu segredo letal - sua irmã, a detetive Debra Morgan.

A série pode se chamar Dexter, mas Deb tem sido meu personagem favorito na série. Ela tem uma boca inteligente, mas além disso, ela tem uma seriedade para arrebentar os bandidos que eu acho admirável. Ela também exibe uma notável resiliência - a sua vida parece ter sempre sair dos trilhos uma vez ou outra, mas ela sempre encontra uma maneira de voltar, mesmo quando seu namorado é um assassino em série ou a filha de um assassino tenta matá-la. E seu parceiro é muito legal também.

Eu devo meu apreço por Deb á Jennifer Carpenter, que me impressionou com seu desempenho, e tornou-se uma das minhas atrizes favoritas no momento. Ela é uma daquelas pessoas que eu não apenas gosto de assistir como um fã, mas que, como escritor, me inspirou em escrever para – como a vimos assumir o caráter de Deb em uma verdadeira viagem através das últimas cinco temporadas.

O que está preparado para Deb na sexta temporada? Sentei-me com Jennifer para descobrir...

Quando deixamos a Deb na ultima temporada, ela parecia realmente ter uma chance de uma vida romântica com Quinn (Desmond Harrington). O que vem adiante para essa relação na sexta temporada?
Eu não acho que vá durar. Acho que Quinn é um grande ajuste para Deb. Eles são bons parceiros, seja no trabalho ou fora. Fiquei chocada quando os colocaram [romanticamente] e funcionou. Ela tem que ver como é estar dentro de um relacionamento saudável, o que é uma raridade para ela, mas eu acho que ela está em um lugar onde ela está definindo e refinando quem ela é. Quando Quinn decide que ele quer mais, ela tem o risco machucá-lo por uma questão de proteger o que ela sabe ser verdade sobre si mesma.

Ela também esteve muito, muito perto de descobrir o segredo de Dexter (Michael C. Hall). Quão longe você acha que Deb pode ir sem perceber o que seu irmão faz?
Eu não acho que há um medo de parecer idiota, porque ela teve uma mão na resolução de todos os casos importantes que passaram por aquele departamento. Eu me sinto como se não houvesse nenhuma suspeita, mas existem alguns quartos que nunca foram permitidos ela estar com Dexter. Eu não acho que ela percebe o quão escuro os quartos são. Ela está se aproximando cada minuto de cada dia. Especialmente este ano, em termos de pegar o grande cara, Dexter tem que ficar na ponta dos pés até mesmo para manter o contato com Deb. Ele está sempre na linha de fogo com ela.

Vocês tem um novo produtor pra 6° temporada (Scott Buck). Fãs leem sobre essas mudanças nos bastidores o tempo todo – mas qual o real impacto na base do dia-a-dia?
Grande. Esta é uma das temporadas mais emocionantes pra mim, já que Scott foi escritor durante muitos anos e agora ele está criando uma ala onde as melhores histórias ganham. Todo mundo tem conflita com seu ‘eu’ no começo. É o primeiro ano onde a história será tão intensa e boa, e veio em boa hora. E agora temos escritores no set com a gente, o que é um luxo.

A última temporada teve ótimos personagens convidados – Julia Stiles, Jonny Lee Miller e Scott Grimes entre eles. Como é trabalhar com os atores convidados para esta temporada?
É fantástico. Eu não tenho centenas de cenas com Colin Hanks, mas ele é muito divertido no set. Não tenho ideia de como ele está lidando com isso, mas eu aposto nele. Ele me faz rir muito. Mos Def – eu apareci só pra ver ele trabalhar, pois é fantástico. Nas filmagens ele foi normal e honesto.

Tem algum momento na sexta temporada, em específico, que você se orgulha?
Tem muito do que me orgulhar, mas principalmente por que os escritores me ofereceram a oportunidade de ser parte disso. Eu tenho muitas cenas no terapeuta este ano; Deb finalmente busca uma ajuda profissional para ajuda-la a processar tudo o que tem acontecido em sua vida. Essas cenas são muito divertidas. Todos sabem como a Deb é e o que ela tem passado; é um momento de calmaria para ela.

Já tem 6 anos com você interpretando a Deb. Como atriz, como é ficar em uma personagem por tanto tempo? O que ainda tem de interessante pra você?
Eu a amo. Fico muito curiosa. São 6 anos de trabalho e perguntas, e coisas que a desafiaram. Isso é ótimo. Tem algo que prende. Eu disse para um dos escritores, “espero que quando a série acabar, vocês matem ela. Eu odiaria pensar que tem uma vida incompleta por aí.” Ela é tão viva, cheia de fôlego pra mim – seria difícil meio que abandoná-la no final.

Se você pudesse controlar o futuro dela, o que você faria com a Deb?
Ótima pergunta. Eu gostaria de ter um episódio que eu não xingasse. Ela é muito mais do que as pessoas veem aparentemente. Seria mexer muito com a cabeça dela. As pessoas ficariam confusas.
Eu também gostaria de descobrir que meu irmão é um seria killer! Eu estou muito assustada de interpretar essa cena. É um assunto assustador e animador também. Fico feliz de não precisar escrever a cena. 

Como a personagem Deb mudou você, como pessoa, ao longo dessas seis temporadas?
Sério, mudou em infinitas maneiras. Em todos os sentidos. Quando você aceita a vida de ator, você vai onde o trabalho está, mas tem sido incrível a estabilidade que me é oferecida para que eu tenha uma vida um pouco normal. Eu tenho que ir para a casa ver meus sobrinhos de quatro a cinco vezes por ano por causa da minha agenda.    

Você enxerga as coisas um pouco diferente tendo interpretado uma policial?
Eu percebi que existe um certo olhar nos policiais sempre que eu fui parada ou auxiliada por um, e eu nunca entendi isso. Eu não sei se é pelo fato de ser um guarda ou dele ter o controle, mas eu sinto que estou sempre praticando isso.

Para as pessoas que têm visto você no Dexter e desejam ver um pouco mais do seu trabalho, o que mais você sugere que eles assistam?
Eu sempre estarei orgulhosa do filme O Exorcismo de Emily Rose. Eu queria aquele papel mais do que qualquer coisa. Eu não o vejo como um filme de terror, mas como um drama onde coisas horríveis acontecem. Parecia um jogo. Eu tinha um monte de ferramentas legais; construí um quarto nos estúdios, tinha espelhos ao redor e era tudo construído e ensaiado, então cada take foi completo. Foi tudo muito criativamente satisfatório.   

E sempre pensei que iria interpretar um palhaço, então eu acabo de produzir um filme no último inverno chamado Ex- Girlfriend (Ex-Namorada) e é muito engraçado, divertido e inteligente. Nós estamos tentando levá-lo para um circuito e eu espero que abra as portas para outras comédias. Eu acho que uma vez que as pessoas te ouvem gritar isso se fixa nelas, então eu estou esperançosa de que eu possa fazê-las rir e elas vão começar a ver isso.

Tradução: @felipdiniz @Gabrielbarros42 @TomCar_ 
Fonte: digitalairwaves.net | SpoilerTV
    

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