segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Review 6x02 - Once Upon a Time


“Até alguns dias atrás eu estava convencido de que não acreditava em nada, mas eu estava errado. Tem uma coisa que eu realmente acredito. Tudo é melhor depois de um banho de espumas.” Pode parecer uma mera reflexão humorada, mas o fato de Dexter estar afirmando que acredita em alguma coisa, mostra que ele está preocupado com a questão de no que acreditar. A irmã, do colégio do Harrison, com certeza conseguiu colocar uma minhoquinha na cabeça do Dex (e isso é pra poucos), e agora ele entra em um zeitgeist de pensamentos sobre crenças e afins.
Lembram do Little Chino? Mais que uma amostra de sangue na lâmina, agora ele é uma história de nanar.
Joseph Motherfucker Quinn. Debra Morgan. Por favor concordem comigo, “Debra Quinn”? Não é nada sonoro esse nome! E outra, ele é totalmente sem graça! Não tem nenhum acontecimento marcante na vida dele, ele não tem nenhuma habilidade especial, não tem nada a esconder, não tem grandes ambições nem expectativas. QUINN NÃO TEM FUTURO. Por favor Deb, você merece coisa melhor. (OLHA EU AQUI!) Pelo menos Dexter concorda comigo.
Acredito que (quase) todo fã de Dexter se realiza com o Chefe de Departamento Matthews, que não cansa de trollar a LaGuerta! Desta vez ele recebe a recomendação para colocar o Batista como Tenente, mas resolve promover a Deb, o que eu acho que foi bem precipitado. Tá certo que ela é uma ótima agente e tudo mais, mas sejamos um pouco realistas, quem sai da narcóticos para se tornar tenente na homicídios em 5 anos? Enfim, aceitemos.

(Não sei se vocês estão reparando, mas Dexter tá com umas jogadas de câmera e tipos de cortes diferentes.)
“Posso dormir aqui?” “Sim, eu durmo no sofá, ali do lado” Que interessante essa fala, considerando o divórcio entre Hall e Carpenter, não? Sim, estou analisando o comportamento deles enquanto atuam.
Morgan é um sobrenome de peso, requer muita responsabilidade e pulso firme. Deb entende isso com clareza e recusa a proposta de casamento.
Os olhares na cerimônia de apresentação da Deb como tenente não tem  preço! O orgulho de Dex, a surpresa de Masuka, a incredulidade do Quinn, a arrogância da LaGuerta, a onipotência do Matthews, tristeza e orgulho do Batista e a serenidade da Deb. Sem palavras! Espetacular!
Ok, já entendemos que Travis é estranho pra caramba, mas entrar quieto na casa da irmã, como se a fosse matar, ou algo do tipo.. WTF?
Por causa disso ele toma uma baita bronca do professor Gellar, um mega maníaco manipulador, pelo jeito. Queimar o próprio braço para prender Travis?

Samuel Wright, irmão Sam. O “primeiro” encontro deles é ótimo! Depois de uma rápida conversa, “Isso foi [...] seu passageiro sombrio analisando o meu?” Uma jogada muito inteligente fazer o irmão Sam como mecânico. Ele evidencia a analogia que é para ser feita, ele conserta carros, mas também conserta vidas. Ajuda na reabilitação de ex condenados.
Quem acompanha a série, não se cansa da dualidade com que a série trabalha. Isso é típico de Dexter! Desde a introdução, a rotina de Dexter, já percebemos que sempre tem um duplo sentido, nunca é o que parece, à primeira vista.
Desta vez, aparentemente o irmão Sam matou mais um. Acontece que ele, na verdade resgatou o rapaz, e isso foi muito interessante! Os erros nos moldam, e Dexter estando errado, de vez em quando, molda sua capacidade de percepção!
Fé. Não é sobre isso a temporada? Sam consegue ficar na frente da morte e ainda conversar como quem não a teme. A fé em Deus faz com que as pessoas não duvidem um segundo sequer! O fato de Dexter se identificar como do departamento de polícia, mostra a falta de fé! Dexter burlando a capacidade de acreditar que tudo estava nas mãos de Deus, como aparentemente acreditava Sam. “Você não luta como um nerd de laboratório.”
Estava com saudade desses projetos paralelos. O plástico, o corte na bochecha, o ritual todo, o sacrifício. Falando em ritual, o episódio termina do jeito que começou: com o ritual de dormir do Harrison.
Finalizando, só uma rápida reflexão aqui. Como a série trabalha com princípios e metáforas, acho super interessante destacar a criação do Harrison! Dexter não precisa ensiná-lo a matar, mas ele precisa ter uma rotina, um ritual, organização. E ele precisa ter suas próprias coisas, como a “daddy’s box”. O ritual não pode morrer.

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