terça-feira, 1 de novembro de 2011

Colin Hanks: "Travis é um homem muito perdido e confuso que caiu"


Colin Hanks, com 33 anos, sai do molde de cara bonzinho como Travis Marshall, que forma um time com o Prof. James Gellar [Edward James Olmos] para uma matança bizarra na sexta temporada da Série da Showtime, Dexter. Ele também apareceu nos fimes "Orange County" e  "Roswell" com também nas mini-séries "Band of Brothers", entre outros papéis.

Seu personagem em Dexter, Travis, é bastante intenso. Ele é como o vilão de "O silêncio dos inocentes" misturado com um fanático religioso. O que pode nos dizer dele?
Travis é obviamente um cara muito perdido e confuso que caiu - não quero dizer caiu - que escolheu se aliar com o Professor Gellar, que é o personagem do Eddie - e os dois estão obviamente muito determinados a cometer esses crimes. Mas na mente deles, não são crimes. O que eles estão fazendo é tentar trazer o novo mundo, assim dizendo.

O apocalipse.
Sim. Eles estão tentando essencialmente acabar com esse mundo e trazer o novo mundo. Então é realmente interessante a dinâmica pois diferente dos outros personagens - os vilões - na série, que têm sido ótimos, esses caras estão fazendo isso pois eles genuinamente acham que estão fazendo o certo, enquanto os outros personagens sabem que estão fazendo coisas erradas, e eles gostam disso. Enquanto esses caras têm um senso de propósito, o que é muito, muito diferente. Então muda de um jeito estranho o conceito de serial killer. No fim do dia, eles ainda são seres humanos incrivelmente perturbados.

De fato, mas iremos ligar os pontos entre ele e Dexter, que é também um serial killer com um senso de justiça?
Acho que essa é obviamente uma parte da conexão que os escritores estão fazendo, que Scott Buck está fazendo. Eu olho para cada vilão que trouxeram à série como sendo um tipo de reflexão do Dexter, e nessa temporada Dexter está passando por uma fase meio religiosa. Seu personagem está crescendo e se questionando, não necessariamente como um serial killer, mas como um ser humano, como um pai.

Também interpretou um personagem religioso em "Mad Men", foi um padre. A religião lhe interessa?
Na verdade não. Acho que alguém em Dexter me viu em Mad men e pensou: "ele pode fazer isso". Para ser honesto, eu não sou religioso. Então para mim em Mad Men foi meio que difícil entrar no personagem. Em Dexter é diferente pois vem de um ponto de vista bem diferente.

Mais que tudo foi difícil ir ao trabalho algumas vezes, acordar de manhã sabendo que terei que ficar muito sombrio pelas próximas 12 horas e que fingirei machucar pessoas e direi coisas que são muito... não é um diálogo fácil.

Um blogueiro disse que você tem "o olhar mais diabólico de todos os tempos". Você trabalhou nisso ou vem naturalmente?
Direi que vem naturalmente. O aspecto de Dexter que é tão fabuloso para mim é que verdadeiramente há uma chance de ser algo totalmente diferente de tudo que já fiz. Religião de lado, a maior parte do tempo eu faço comédia e sou um cara sério, então é como se disessem: "vamos mexer com esse cara e vê-lo explodir". Ou então eu sou um personagem que apenas serve à história, que grita à exposição: "Quer dizer que iremos lutar contra o FBI?" E com isso eu posso flexionar um músculo totalmente diferente e derrubar as noções preconceituosas que as pessoas têm de mim...

E quais são essas noções?
Um cara super bonzinho, que não é perigoso, doce, sincero, o melhor amigo, super honesto - e tenho que pegar isso e manipular, na superfície tenho esses traços, mas por dentro sou só um cara emocional, conflitado, confuso e perdido. E mau. Em momentos, muito, muito, mau. Então tem sido divertido brincar com isso. E vou ser honesto: mal posso esperar para assustar as pessoas numa fila de um café qualquer.

São as suposições que as pessoas fazem sobre suas reais suposições sobre o seu pai queridinho da América, Tom Hanks?
Eu acho que sim. O que não quer dizer que as pessoas não saibam quem eu sou ou que alguns são fãs das coisas que já fiz. Mas para a maioria das pessoas eu não tenho um primeiro nome, para o qual eu tenho que dizer, "Sim meu nome é Colin, prazer em conhecê-lo".

Isso parece chato.
Isso é algo que fui levado a aceitar. Dependendo do meu humor naquele dia, isso pode ou não me incomodar ou se tornar irritante.

Você acha que uma forma de se distinguir como sua própria pessoa é construir uma carreira que inclui ser um vilão durão? 
Espero que sim. Isso seria ótimo. Eu não tenho como saber.

Vindo de uma família como a sua, você já considerou seriamente fazer outra coisa que não fosse ser ator?
Essa é uma passagem da vida para todos. Quando se é uma criança, você tem pressentimento do que deseja fazer, e fica bom nisso. Você chega aos 14, 15 e 16 e está se rebelando contra tudo, e você diz. "Isso não é o que vou fazer. Você não sbe quem eu sou." E então você gasta uma quantidade indeterminada de tempo e acaba chegando a conclusão de que realmente seja isso o que você quer fazer.

O que você acha que queria fazer nas suas fases rebeldes?
Eu realmente não sei. Eu amo atuar desde que era um garotinho. Foi divertido. Obviamente, eu via meu pai fazer isso, minha mãe (Samantha Lewes) também foi uma atriz na juventude, minha madrasta (Rita Wilson), eu estou confortável com essa idéia. Isso sempre me pareceu divertido, como faz de conta, brincar com brinquedos. Então durante meus períodos rebeldes, pensei que talvez devesse ir para o rádio. Um pouco relacionado, eu acho. Eventualmente no momento que fui para a faculdade e comecei a fazer peças, eu pensei "Eu realmente gosto disso. Isso é realmente o que eu quero fazer."

E manter em minha mente que o meu pai não se tornou um enorme, mega ator até que eu estivesse na segunda metade do segundo grau - então exatamente nesse tempo que ele estava indo para o seu grande renascimento foi no tempo no qual eu começava meu segundo grau revoltante. E eu acho que lá no fundo eu meio que sabia que ia ser muito difícil para mim romper com aquilo. E eu acho que o que precisava fazer mais do que tudo era ter certeza de que aquilo era algo que eu ia amar fazer e que não poderia me imaginar fazendo outra coisa. Eu precisava descobrir isso e eu fiz.

Tradução: @paulajes
Fonte: latimes.com | DexterGR

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