sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Jennifer Carpenter lembra sua infância e fala sobre atuar

A entrevista a seguir, foi realizada pelo site thestar.com

Quando sentei para conversar com a Jennifer Carpenter, me vi sentindo um pouco de ansiedade.

Não por que ela tem uma reputação por ser difícil, longe disso.

Mas a atriz de 31 anos se tornou famosa por interpretar Debra Morgan, a bocuda irmã do serial killer do Michael C. Hall, Dexter, na famosa série (que agora está na sexta temporada, Domingo de noite às 0h na Showtime) que é tão inacreditável, consistente e profunda, que eu achei que os aglomerados das bombas que a série solta fossem explodir em mim.

“Não dou a mínima para com quem você fode” ela disse. “Só não fode com minha investigação, otário!”

Vê o que eu digo?

Com um breve suspiro de alívio descobri que Carpenter não é nada do que aparenta, ela mesmo admite, “quanto mais tempo eu passo na série, há definitivamente uma troca entre eu e a Deb.”

Ela sorridente afirmou que, na primeira temporada, quando isso veio ao vocabulário dela, “eu levei parte do trabalho comigo para casa. Meu pai me deu uma bronca quando viu o quão deselegante era esse vocabulário na mesa de jantar.”

Na cidade de Louisville em Kentucky, onde ela nasceu em 1979 e foi educada nas escolas católicas antes de escolher a vida no teatro, mas foi tudo decisão dela.

“Eu nunca tive barreira dos meus pais e eles nunca me forçaram a nada, mas eles me amaram tanto e me acompanharam em tudo que precisei na vida.”

“Eu me comprometi muito cedo a ter uma vida extraordinária. Estando ciente das minhas escolhas e da minha trajetória. E o povo da minha cidade esperava e acreditava em mim.”

Certamente o fato dela ter vivido na mesma cidade de um dos melhores teatros regionais americanos, o Teatro dos Atores de Louisville, ajudou, e que ela pode dizer que o seu icônico fundador, Jon Jory, é um "amigo e um dos melhores diretores com quem já trabalhei."

Ela volta às suas memórias de infância para recordar-se do momento em que entendeu pela primeira vez o que atuar realmente significava.

"Eu estava fazendo uma peça e me lembro que uma atriz que interpretava minha mãe estava no palco chorando, quando eu entrei e lhe dei uma caixa de lenços. Isso é tudo que pensei estar fazendo."

"Mas Jon me sentou e explicou-me o que estava por trás desse gesto, que, naquele momento, eu estava crescendo, amadurecendo no local, apredendo a cuidar da minha mãe. E minha cabeça explodiu e eu disse 'Sim, isso é algo que quero fazer pelo resto de minha vida."

Quando chegou a hora de sair de casa, ela foi aceita como um dos 20 estudantes selecionados a cada ano para a divisão de teatro da Julliard School, em Manhattan, e se aventurou no mundo grande e mau fora de Louisville.

"Chorei por cerca de uma hora com saudades dos meus pais. E então começou o melhor tempo da minha vida que você pode imaginar."

"Era o melhor campus do mundo. Tudo era elétrico. Todo mundo estava exatamente onde queriam estar, fazendo o que queriam estar fazendo."

Para Carpenter, aquilo significava o teatro. Ela se viu conseguindo papéis em peças enquanto ainda estava no programa e fez sua estréia na Broadway antes de se formar.

E não foi uma estréia qualquer na Broadway. Ela interpretou Mary Warren no revival de 2002 da peça The Crucible, de Arthur Miller, dirigida por Richard Eyre, protagonizada por Liam Neeson e Laura Linney.

"Eu adorava trabalhar lá tanto que eu aparecia todos os dias para o ensaio, tendo sido chamada ou não."

"E na noite de abertura, eu estive lá durante os arcos, segurando a mão de Laura de um lado e do Arthur de outro. Eu realmente não achava que poderia ficar melhor que isso."

Em três anos ela estava atuando em O Exorcismo de Emily Rose e no ano seguinte estava com sua vaga em Dexter.

"Eu acho que no meu primeiro ano de show eu fiz muitas cenas emocionalmente pesadas, filmando 12-13 páginas por dia. Aprendendo a atuar na frente de uma equipe que esteve sempre ali, com novas páginas sendo atiradas o tempo inteiro. Wow, é um milagre que eu tenha sobrevivido!
Eu só podia fazer tudo que estivesse em minha frente e eu realmente não tinha muito tempo para pensar sobre aquilo. No segundo ano eu já tinha o preparo e comecei a entender quem Debra realmente era."

Ela é uma personagem muito complicada. Ela trabalha no departamento de polícia de Miami como uma detetive que acabou de ser promovida para tenente nessa temporada.

Seu irmão adotivo Dexter é especialista em padrões de espalhamento de sangue que, sem ela saber, é um serial killer que tenta justificar seu "Dark Passenger" matando outros assassinos.

Eu a perguntei sobre a "divergência" que ela disse ter se formado entre ela e Debra após os anos e ela pensa um pouco sobre isso.

"Fazer o papel dela me deixa extrair muita coisa, porque eu sou do tipo de pessoa que sempre deixa as emoções de lado porque quer ser boa, enquanto Debra se deixa explodir e vai fazendo reparos depois do acontecimento.
Eu estou ensinando ela a se acalmar um pouco, porque eu conheço os segredos dela de uma maneira que ninguém jamais conheceria."

Nós discutimos a cena dessa temporada onde um novo detetive no departamento trata tenente Morgan com uma dose de desrespeito, mas ao invés de gritar com ele, ela expressa seu desgosto com um susurro mortal.

"É isso que eu quero dizer," diz Carpenter feliz. "No ensaio eu explodi como Debra teria feito no passado, mas comecei a pensar em sua nova posição e um pouco de mim tomou conta dela na hora de filmar a cena final."

Esse tipo de modelagem delicada foi necessário também em outras áreas desde que Carpenter e Hall se casaram e separaram, tudo nos dois anos passados enquanto filmavam o show.

A profunda Carpenter não vai discutir nenhum dos rumores dos tablóides e nem o motivo do casamento ter acabado, mas apenas alega, "Michael e eu somos amigos e trabalhamos juntos como sempre fizemos."

Assistir Dexter em casa pode ser profundamente perturbador, especialmente nas cenas onde Hall se desfaz de suas vítimas, então perguntei a Carpenter se é tão difícil viver naquele mundo mesmo sendo uma participante.

"Eu não me sinto trabalhando num show das trevas pois não vejo tudo que Dexter faz. Eu nunca vejo o quarto da matança, eu nunca vejo as preparações para os assassinatos.
Eu apenas visito muitas cenas do crime, e claro que algumas são depreciativas, mas não tanto quanto qualquer outra série policial. Para a maioria de nós, esse show é sobre uma equipe policial, não um assassino."

Claro que um dos elementos mais fascinantes é pensar se Debra vai algum dia descobrir o que seu irmão realmente faz, e Carpenter admite que "Eu gostaria de descobrir."

Mas quando apontamos que esse tipo de descoberta provavelmente resultaria na morte dela ou de Dexter, ela tem a resposta perfeita.
"Bem, tudo na vida é sobre mudanças e a morte é a maior mudança de todas."

CINCO PESSOAS FAVORITAS QUE JENNIFER TRABALHOU:

Jon Jory - Ele foi meu primeiro diretor profissional e eu o devo muito. Mesmo eu sendo uma criança ele me fez ver quão importantes são as decisões que se toma como ator.

Richard Eyre - Outro bom diretor. Quando trabalhamos juntos em The Crucible todos receberam a atenção necessária dele, não só as grandes estrelas como Liam (Neeson) e Laura (Linney).

Laura Linney - Ela é uma ótima mulher e atriz, eu fui muito privilegiada por ter participado de dois projetos com ela no palco e na tela.

Rajiv Joseph - Eu estava em sua peça, Gruesome Playground Injuries, no inverno passado. Ele fez o mesmo papel de Católico educado que eu fiz, mas, assim como eu, muito de seu trabalho gosta de ir para o lado negro.

Michael C. Hall - Ele continua um de meus melhores amigos independente do que aconteça entre nós e a intensidade concentrada que ele traz em seu trabalho ainda me impressiona.


Tradução: @Gabrielbarros42 @venganzakills @jesss__
Fonte: thestar.com

0 comentários:

Postar um comentário

CARREGANDO NOVO FORMULÁRIO DE COMENTÁRIOS. AGUARDE.... SE VOCÊ ESTIVER LENDO ISSO E A PÁGINA FOI TOTALMENTE CARREGADA, NÃO USE ESTE FORMULÁRIO PARA COMENTAR. APERTE F5 E AGUARDE O NOVO FORMULÁRIO CARREGAR