quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Entrevista com o Michael C. Hall para o Fresh Air


Dexter acaba de ser renovada por mais duas temporadas; Hall, um dos produtores executivos, falou recentemente com o crítico de TV da Fresh Air, David Bianculli, sobre os eventuais planos para um fim — mas também sobre as questões tanto profissionais quanto pessoais, desde como ele interpreta um assassino sem emoções até Hall mesmo, enquanto filma Dexter, teve de lidar com câncer e divórcio.

Sobre Dexter na sexta temporada
“Dexter perdeu sua esposa. Ele desfrutou de relações com assassinos em série que quase o mataram e quase mataram outras pessoas. Há consequências que vão além da esfera de seu próprio mundo e de sua própria vida, mas estendidas para a esfera daqueles à sua volta e daqueles que ele acabou por reconhecer que se importa e ama. Nós estamos sempre andando numa corda bamba desde o começo, mas agora essa corda
bamba parece um pedaço de fio dental às vezes. Conforme ele vai se tornando mais humano, sem dúvida — ou conforme ele vai tendo experiências que o empurram para reinos que nunca previu — ele se move para um sentido de um humanidade, de luz, de certo modo. Mas isso se põe em relevo quando ele está desfrutando sua escuridão. O espectro fica (mais) amplo entre luz e escuridão, acho.”

Sobre interpretar um personagem que está sempre fingindo ter emoções autênticas
“Um ator — eu — que se preocupa em cultivar um sentido de autenticidade... interpretando alguém que alega não ter capacidade de autenticidade emocionalmente ou, caso contrário, alguém que está sempre fingindo. De um jeito, foi libertador esquecer essa preocupação — ‘Isso parece certo? Isso parece autêntico? Estou dizendo a verdade aqui?’ Interpretar alguém que, até onde ele sabe, está sempre simulando seu comportamento. Dexter era um ator de tipos.”

Sobre o elenco de Six Feet Under
“Foi realmente um conjunto. Eu lembro quando nos encontramos para a primeira lida do roteiro em Los Angeles, que realmente havia, num piscar de olhos, uma sensação de que éramos uma família. Era tão bem escalado, tanto individual quanto coletivamente.”

Sobre seu diagnóstico de linfoma enquanto filmava Dexter
“Eu acho que o recebi com mais confusão do que tudo... Porque eu estava certo de que desde o início, se fosse para detectar algo, seria bom, e eles saberiam como tratar. E eu só precisava decidir o curso do tratamento. Também coincidiu com nosso hiato, então eu pude passar pelo tratamento no período do hiato e pela redução, e segui em frente com a minha vida e com a vida do programa, ainda bem.”

Sobre seu divórcio com sua colega de trabalho, Jennifer Carpenter, que interpreta a irmã de Dexter na série
“É um desafio único, um que nunca havia experimentado. Eu não consegui conversar com ninguém que tenha passado por isso. Eu acho que a Jennifer é uma atriz surpreendente. Ela continua sendo uma querida amiga assim como uma querida colega de trabalho. Eu acho que nós temos orgulho de não apenas ter mantido nosso profissionalismo, mas também nosso entusiasmo com a história. E a história continua para nós. Nós ainda estamos na outra vida, numa capacidade diferente, suponho, mas é uma situação amigável, para dizer o mínimo.”

Sobre o final de Dexter
“Eu realmente não sei, com nenhuma certeza, como as coisas vão terminar. Eu acho que não queremos ver o Dexter num julgamento ou numa fila para pegar comida na prisão, mas eu posso estar errado. Talvez nós não queiramos assistir isso. É difícil imaginá- lo se safando. E eu imagino que, em qualquer lugar que estejamos na história no final, se ele se safar no papel, eu não sei se nós o veremos se safando internamente. Mas eu realmente não sei.”

Tradução: @cah_mattos
Fonte: npr.org
    

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