quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Entrevista: Michael C. Hall fala sobre Dexter e mais


O Serial Killer mais querido da TV quase teve uma cara diferente. Depois de ter acabado as cinco temporadas de Six Feet Under, a última coisa que Michael queria fazer era entrar em outra série.
Mas quando ele leu o roteiro de Dexter, começou a pensar em muitas possibilidades sobre o personagem, um analista de sangue do Departamento de Policia de Miami com compulsão para matar.

“Eu levei algumas semanas para tomar uma decisão, mas não podia deixar passar a oportunidade de tentar fazer o que a série propunha, inspirar o público a se identificar e até mesmo torcer por um serial killer.” Disse Michael ao visitar Auckland para promover a série.

Nascido na Carolina do Norte, Hall diz que sua primeira experiência atuando foi em uma produção da igreja quando tinha seis anos. “Eu me lembro da sensação revigorante que eu sentia quando havia acabado de andar ao redor da minha casa aprendendo as minhas falas e quando havia acabado a peça.”

“Olhando para trás, talvez a sorte estivesse lançada bem ali (para eu me tornar um ator), mas eu não admiti que aquilo fosse o que eu sonhava até entrar na faculdade e ter esgotado outras possibilidades de educação artística, o que me levou a aulas de atuação. Foi ai que se tornou indiscutível para mim que isto era a coisa que eu tinha mais entusiasmo e aptidão para fazer”.

Para se preparar para o papel de Dexter, Michael sentou-se com um especialista em análise de sangue para ter uma noção do que o seu trabalho seria, e assistiu um documentário sobre o analista principal no julgamento de OJ Simpson.

“Deu-me uma sensação das porcas e parafusos que o trabalho envolvia, assim como um sentido da política dentro de um departamento de polícia.”

Um dos aspectos únicos da série que Hall teve que se acostumar foi o uso extensivo de “voice-over”, que é a parte da série em que o público escuta os pensamentos de Dexter.

“É grande parte da performance. Sem isso, eu não acho que o público teria a mesma relação com o personagem, pois você está ouvindo os segredos que ninguém mais sabe, você quase se torna um cúmplice.”

“Inicialmente, eu tentei gravar o ‘voice-over’ durante as filmagens, mas não era confortável deste jeito, então agora eu tenho um dispositivo de gravação no meu trailer e, durante a filmagem de um episódio, nós fixamos uma faixa gravada quando fazemos a mistura final do som. O que realmente traz este recurso á vida e o torna mais orgânico, integrado e fundamental.”

Como produtor executivo da série, Michael vê seu papel como mais do que apenas uma vaidade de crédito devido à natureza subjetiva da série. “Dexter não está a par de tudo sobre a série, mas nós ouvimos seus pensamentos e consideramos o que acontece através do prisma de sua experiência subjetiva.”

“Eu não tenho planos de escrever a série, mas sinto que sou o guardião do meu senso de verdade sobre Dexter.”

Ele diz que sua contribuição varia de temporada para temporada, e de episódio para episódio. “Acho que minha contribuição não é sobre o que acontece, mas sobre como isso acontece.”

O profissionalismo de Hall e compromisso com seu papel é melhor ilustrado pelo que aconteceu no final da filmagem da quarta temporada, quando ele descobriu que tinha um Linfoma de Hodgkins.

Realizando os primeiros testes enquanto completava a produção, ele começou o tratamento um dia depois de completar a quarta temporada e terminou a tempo para a quinta temporada. Sem saber de seus problemas de saúde, seus colegas atores ficaram chocados ao descobrir sua batalha.

“Eu simplesmente tinha uma peruca feita para a quinta temporada e não perdi o ritmo da produção. Tive muita sorte.”

Desde então, ele tem sido mais do que feliz em emprestar seu tempo e seu rosto para a Sociedade de Linfoma. “Se isso os ajuda a gerar dinheiro para a pesquisa, então, estou a dispor.”

Michael diz que uma sessão típica envolver de 12 a 16 horas por dia, cinco dias por semana, durante quatro meses e meio.

“Quando você está no meio da temporada é difícil, mesmo se você conseguir um fim de semana ou uma noite de folga. E é a mesma coisa durante o hiato entre as temporadas.”

Isso significa que é bom fazer outra coisa durante esse tempo de inatividade, diz Michael.

“Mesmo que seja um filme que talvez ninguém veja, como em 2009 com Gamer, que foi muito ridicularizado, afundar meus dentes em algo diferente é um longo caminho para recarregar as minhas baterias. Mas, provavelmente, eu não serei capaz de apreciar a descompressão, ou o quanto o personagem ficou comigo, até o final da série.  

Tradução: @caet_neto
Fonte: stuff.co.nz | DexterGR
    

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