quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Produtor executivo Scott Buck: "Há Grandes Coisas Guardadas Para o Fim”


Uma nova grande entrevista com o produtor executivo Scott Buck: A sexta temporada da série da Showtime "Dexter" tem apenas dois episódios sobrando e seus arcos vão se dirigindo para o final da temporada, o produtor executivo Scott Buck nos provoca "Há algumas coisas grandes que estamos criando para o final, levará dois anos para lidar com elas." Com a renovação de mais duas temporadas recentemente dada pela Showtime, Buck nos garantiu que Dexter (Michael C. Hall) continua em sua jornada de pegar (e, como só Dexter pode, punindo) serial killers enquanto também trabalha com seus próprios demônios.

Antes, porém, o nosso Jim Halterman conversou com Buck sobre o episódio "Ricochet Rabbit ', bem como o arco religioso desta temporada, como eles mantiveram o segredo no set sobre o Professor Gellar (Edward James Olmos), quanto à linguagem “colorida” de Deb (Jennifer Carpenter) é escrita e o que Buck tem a dizer sobre os críticos que dizem que a série chegou ao auge com a época de John Lithgow-Trinity.

Jim Halterman: Por que a religião foi escolhida para ser o tema nesta temporada?
Scott Buck: Você sabe, eu tinha olhado para isso apenas como Dexter, por isso não é necessariamente começar com o “ser sobre religião”, mas sim com “o que você quer passar para seus filhos?” Você não pensar nisso até que você tenha filhos e uma vez que você tem filhos, torna-se uma grande coisa. Então, só me colocando no lugar de Dexter que foi o pensamento que tomou conta. Dexter é alguém que sempre foi um ateu [e] que nunca chegou a considerar a idéia de que poderia haver algo lá fora. Mas depois de ser atingido com a idéia, “é algo que eu realmente quero passar para meu filho? Eu quero passar simplesmente nada, uma crença em nada, ou é possível que há algo mais lá fora?”

E agora quem é o especialista em sua equipe sobre o Livro das Revelações, já que é desempenhado um papel tão grande?
É interessante, porque temos uma equipe extremamente diversificada, tanto quanto crenças. Nós temos tudo, de cristãos nascidos de novo aos ateus para as pessoas da crença judaica para as pessoas que seguem uma filosofia mais oriental. Scott Reynolds foi, provavelmente, a nossa “fonte” quanto as citações bíblicas, mas certamente todos nós estudamos o Livro das Revelações apenas para que pudéssemos escrever bem sobre isso.

Especificamente para episódio [de hoje à noite "Ricochet Rabbit '], por que era importante que Batista (David Zayas) fosse o único capturado no final do episódio e não mais ninguém na série?
Eu acho que nós escolhemos Batista simplesmente porque ele é provavelmente o membro mais amado do departamento, então daria mais sensação de urgência, do que se fosse outra pessoa na situação.

As sessões de terapia da Deb têm sido muito convincentes, porque parece que ela está começando a se conhecer melhor, e também cada vez mais perto de uma verdade que todos nós estamos morrendo para ela descobrir. Estou curioso para saber onde isso tudo está levando...
É um tipo de história divertida para nós e eu acho que nós finalizamos de uma forma muito satisfatória, de forma bem divertida. Nós não vamos apenas jogar esta história de lado. Estamos indo em uma direção muito específica com isto, então, sim, ela certamente levará a algum lugar.

Talvez Deb não tenha um lado negro que nós não vimos ainda? Talvez um que poderia ser tão escuro quanto Dexter, ou não é possível?
Eu diria que não tão escuro como Dexter, mas eu acho que todos nós temos um lado escuro e é por isso que todos nós, de certo modo, somos um tipo de Dexter, porque a maioria de nós bloqueia nosso lado escuro, não agindo com ele. Deb, eu acho, é assim como o resto de nós, com certa quantidade de escuridão dentro dela, certamente.

Eu amo a linguagem colorida da Deb e suas freqüentes “F-bombas”. Isso é 100% escrito ou Jennifer algumas vezes solta uns por conta própria?
Eu diria que é de 75 por cento script. Ocasionalmente entregamos algo que ela não sente que é certo e ela certamente ganhou o direito de vir até nós e dizer: 'Isso não soa bem para mim. " E nós iremos sempre fazer essas mudanças.

Toda a coisa de 'Sexto Sentido' com o Edward James Olmos foi um choque para mim. Ao contrário de alguns, eu não esperava por isso...
Eu conheço um monte de gente que já imaginava, mas espero que isso não diminua a alegria da descoberta de Dexter.

Fale-me sobre a escolha que você está indo tomar nessa temporada e como está sendo complicado tirá-la.
Você apenas vê-lo através do ponto de vista de Travis. E isso é uma idéia que apareceu...Nós não começamos com essa idéia.  Nós não queríamos fazer o típico grande vilão então nós começamos com essa equipe. E então isso se tornaria mais interessante se nós pudéssemos fazer um paralelo disso com um pouco da vida do próprio Dexter.E nós estávamos procurando fazer algo um pouco diferente, um pouco mais interessante do que fizemos nos anos anteriores. E um dos escritores lançou essa idéia eu apenas girei em torno dela e pensei que isso poderia ser um caminho bem inteligente de seguir nessa temporada.

Quão desafiador foi manter isso em segredo?
Bom, muitas pessoas, você sabe tinha um número razoável de pessoas que adivinharam antes e infelizmente hoje em dia com a internet tudo foi postado por aí, mas, é claro, ninguém sabia de verdade, então era apenas especulação. Mas, para nós foi certamente um desafio, desde que ninguém que trabalha na série sabia. Nossos diretores não sabiam. Apenas Edward James Olmos sabia, para que ele pudesse tomar conta do personagem e não colocá-lo em nenhuma situação que contradissesse que ele apenas existia na cabeça de Travis.
Teve uma cena num episódio do começo, acho que no quarto, onde vemos os dois sentados num café na rua enquanto o diretor começou a gravar a cena. Ele colocou café em frente ao Edward e Edward começou a beber o café. Então, o roteirista daquele episódio foi rapidamente e sussurrou no ouvido dele: 'Você realmente acha que deveria estar fazendo isso?'. E ele respondeu: 'Não, não deveria'. E aquele foi o momento quando os diretores começaram a perceber e pensar 'oh, tem um pouco mais sobre isso do que eu pensava'.
E, é claro, você sabe que Colin Hanks nem estava consciente sobre isso até que nós falamos para ele mais ou menos no episódio oito o que estava acontecendo porque seu personagem não tinha consciência que aquela pessoa não existia e porque não queríamos que o ator soubesse disso também. Tínhamos outras coisas pra fazer além disso. Tem uma cena dentro do apartamento de Travis, logo depois de Travis fazer sexo com aquela garota, e então você pode vê-la amarrada e Edward está em pé próximo dela. Tudo que ele disse pra atriz foi 'O que quer que você faça, não olhe para mim.' Então, foi tudo isso que aconteceu para aquela cena, mas Edward teve que ter muito cuidado porque era o único que sabia o que realmente estava acontecendo.

A história do Trinity voltou e também a do Assassino do Caminhão de Gelo nessa temporada. Por que foi importante reviver essas histórias?
Há vários finais em aberto e ainda pendentes nessa série e não estamos ignorando-os de propósito. Tudo será tratado a tempo mas você não pode apenas deixar coisas fora para sempre e então fingir que elas não existem. Então isso é algo que queríamos amarrar um pouco por conta de ter alguém lá fora que poderia saber algo ruim sobre Dexter e sobre seu mau caráter. E nós também queríamos fazer algo que tirasse Dexter da Flórida e colocá-lo completamente fora do seu elemento por um episódio e isso parecia uma coisa legal para se fazer.

Falando sobre a temporada do Trinity (a quarta da série), foi essa temporada mais difícil de seguir do que vocês acharam que poderia ser? Entertainment Weekly tinha um pedaço recentemente onde eles basicamente diziam que a temporada do Trinity foi o pico da série.
A série não acabou ainda, então eu acho que isso elevou o padrão para nós e penso que para mim é apenas uma forma de tornar ainda melhor e mais desafiante de fazer. Nós fomos escolhidos para mais dois anos então eu não posso esperar para lidar com as duas próximas temporadas e tentar superar o ano do Trinity de todas as maneiras possíveis. Quer dizer, nós não vamos descansar e deixar que esse seja o nosso pico, nós sempre vamos tentar fazer o nosso melhor.

Quando você lê algo que basicamente diz "Oh, vocês tiveram seu melhor momento há dois anos atrás" é algo que você sente que tenha que responder ou é melhor deixar que morra ali?
Não, eu não sinto como se tivesse que necessariamente responder porque meu desafio é sempre fazer o melhor e melhor e melhor e manter o espectador envolvido e sempre fazer a série atraente e ocasionalmente isso significa misturar as coisas e voltar ao melhor da série. Eu certamente estou ciente do que alguns críticos estão dizendo e vou considerar. Eu não ignoro essas coisas mas é complicado dizer exatamente como eles me afetam porque eu sempre vou tentar e vou fazer o melhor para a série.

Para conseguir a renovação  das duas temporadas, você teve que sair do arco das duas próximas temporadas para si e para a emissora?
Não, mas foi necessário deixar claro que ainda haveriam dois anos a mais de vida para a série. No ano final você pode fazer todo o tipo de coisas drásticas porque é o ano final mas no sentido de fazer mais dois anos da série que já chegou aos seis anos, essa é uma grande marca para uma série como essa, mas essa parecia ser uma série bem peculiar para começar. Nós tínhamos que deixar claro que havia muito drama deixado na série mas nenhum arco específico antes do tempo, mas houve algumas conversas, certamente.

[O Cabeça da Showtime] David Nevis disse que ele via a oitava temporada como a última da série. Você vê dessa forma?
Eu acho que de modo geral estamos conduzindo de forma extrema a série para dois anos e por aí.

Tradução: @felipdiniz @paulajes
Fonte: TheFutonCritic.com | DexterGR
    

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