terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Review - 6x11 - Talk to the Hand


Haters gonna hate. Gostei do episódio. Tanto que neste exato momento que estou escrevendo, está passando Clube da Luta no FX, mas eu renunciei. Eu nem sei por onde começar! Não sei se escrevo em ordem cronológica, se divido por fatos, se separo por personagem... Foi muita informação pra minha cabeça, assisti ao episódio 2 vezes e ainda sim não assimilei tudo, espero ajuda de vocês nos comentários.

Bom, vou começar pelas tramas paralelas (que com a proximidade do final da temporada nem são tão paralelas assim, já se entrelaçam à principal). Por um lapso, deixei passar a história do Batista. O recurso foi fantástico, Batista ao longo das temporadas era envolto de histórias remetentes à relacionamentos amorosos fracassados, mas nesta temporada ele está enfrentando seu irmão mais novo rebelde, o Quinn. Já fumaram um baseado juntos, já saíram para beber, já discutiram, se agrediram, toda aquela baboseira necessária para testar a irmandade dos dois, e agora, como se era esperado, a parceria deles tem um up! De repente o Batista precisa de ajuda e o Joseph Motherfucker-Que-Não-Morreu-Neste-Episódio-Quinn o salva. Mesmo assim, fica a lição de moral do Angel. Necessário.
(Detalhe: Quem curtiu o Quinn super poderoso? Ele apagou um incêndio de uns 3 metros com um pano! Que eu deduzo que seja a sua capa super poderosa! Haha)


Passemos a bola para o caso do Matthews. Eu já havia comentado antes um furo na história: Matthews se envolve em um crime e pede ajuda para a LaGuerta controlar a Deb e furar o caso; LaGuerta ajuda o Chefe de Departamento, fazendo com que o caso seja arquivado.
Não faz sentido, e eles perceberam o furo, tanto que tentaram remediar. Agora o jogo aparentemente inverteu. A lógica agora é a seguinte: Matthews abre o jogo com a Deb, e ela faria o favor de fechar o caso. A LaGuerta denuncia o Matthews e a culpa moral cai sobre a Deb.
Simplesmente não faz sentido! Se o intuito fosse derrubar o Chefe de Departamento ou mesmo a Tenente, ela teria feito de uma maneira mais simples: contando a verdade para a Deb, para que esta pudesse trazer justiça. Assim Maria subiria de cargo e seria chefe de todo mundo, fim! Não precisava ter inicialmente ajudado o Matthews. Enfim, pelo menos a história está sendo boa, a ganância da Maria é um pé no saco mas é importante pra série, cria expectativas de a vermos cair.
O que eu acho extremamente confuso no personagem do Travis é sua relação com o divino. Primeiramente achei que ele fosse o bobinho manipulado pelo Gellar, uma simples cobaia dentro de uma masterpiece; depois o via como alguém que sofria de transtorno de múltipla personalidade, sendo assim achei justificável sua fraca atuação como o próprio Travis, mas não, ele não sofre de dupla personalidade; após a revelação da verdade sobre Gellar, o Travis tem se mostrado um doente manipulador. Onde fica o divino nessa história? De fato os assassinatos e enigmas são interessantes, mas o embasamento para os crimes são fracos! Seria bem mais interessante se ele se auto afirmasse enviado por Deus, mas de uma maneira bíblica! Mas até agora ninguém sabe o porquê de ele se achar o escolhido para trazer o apocalipse. Mais uma vez, não vejo que falta o divino nas mortes, e sim na constituição do personagem. Antes ele tinha essa afirmação, o “Gellar” tinha dito a ele. Apenas Gellar tinha acesso à Deus. Agora que ele sabe que a história do Gellar era uma mentira dele, ele deveria encontrar outras coisas para se embasar, está sem sentido!


A história do Absinto foi muito de tirar o fôlego! Sabe aquela coisa de Dexter sempre chegar na hora certa, talvez um pouquinho atrasado? Então! Digno de season finale! Foi assim para impedir a morte da Deb pelas mãos do ITK, foi assim para abafar o caso Doakes, quase foi pego com o Esfolador (nome que eu odeio! Prefiro Skinner mesmo), com o Trinity, na casa dele, e com a própria Deb, que deixo os vigilantes escaparem na 5° temporada. Agora ele mais uma vez impede a morte da Deb, mas isso não é o mais preocupante na história, e sim a inalação de parte do gás! Faz uma puta diferença no final do episódio... fantástico!
“Maybe it takes a beast to catch a beast” Como eu disse na review anterior, agora é a hora que vemos Dexter colocando seus neurônios para funcionarem, e quando isso acontece, é fantástico! Dex preparando seu próprio tableau, e chamando atenção do Travis para si, foi genial! Eu nunca imaginaria Dexter como a besta do apocalipse, pensando na temporada dedicada para a libertação de seu dark passenger, é um tanto paradoxal, não?
Para maus entendedores, é ridículo.
Terapeuta maldita. Agora eu vou ter que pagar um adesivo de Dexter pra @Quel_ah, como prometido. Considerando que a ficção não tem a fidedignidade da realidade, podemos afirmar com certeza que a Debra realmente havia recalcado sentimentos sexuais pelo seu irmão, Dexter. Mas fazendo uma analiseception, digo, análise da análise da Deb, perdemos a certeza do que a Deb sente, de fato! Um dos receios de Freud era que o que ele falava durante a análise pudesse corromper a ideia do analisando. Ele alegou algumas vezes ter receio de o que ele trouxesse à análise, pudesse ir para o campo dos sonhos ou desejos em forma de memória condensada, e não recalque revelado.
O que eu estou querendo dizer é que em uma análise real, a terapeuta poderia ter sido uma forte influenciadora da iminência desses “sentimentos profundos”, como ela mesma diz. Ela não deixa a Deb trazer isso, ela sugere que talvez a Deb sentisse outras coisas pelo Dexter, e isso a princípio escandaliza a paciente, mas depois parece a atormentar.


Sim, ainda estou revoltado com isso, mas ao mesmo tempo estou super animado! Espero que a série trabalhe isso apenas dentro do campo imaginário da Deb, e que ela se liberte disso, ficando totalmente desimpedida de qualquer ligação além da natural com o Dex, preparando para a grande descoberta.
Fidedignidade à parte, os sentimentos da Deb estão sendo muito bem trabalhados! Quando ela, no sonho (e que sonho =O), fica toda desconsertada com a proximidade do Dexter, sua voz fica trêmula, seu olhar baixo como se estivesse esquivando de algo... Parabéns Jen! É ótimo ter uma atriz como ela no elenco!
Louis Greene. Oh! Grande Louis! Não sei por que raios eu tenho essa admiração louca pelo seu trabalho, mesmo sem conhecer quase nada dele. Um gancho fodástico para a próxima temporada. Acredito que o final da season finale vai ser espetacular mesmo, de deixar todos com ar de “e agora?” e com cara de “puta que pariu, fodeu tudo!”.
Finalmente, um episódio digno de Dexter! Gostei muito e esse final foi muito bom! Foi a punição final para Dexter voltar aos trilhos, como ele mesmo disse “se eu estava tão certo de para onde estava indo, como fiquei tão perdido?” Podemos agora ver um Dexter focado e impecável na season finale!

Ps¹: Estão tentando inovar? Houve novas jogadas de câmera, novos recursos no episódio. Voltaram cenas enquanto Dexter fazia a perícia da morte da Holly, por exemplo. Eu não sou muito a favor desses flash backs, eu acho que os espectadores tem capacidade cognitiva suficiente para se lembrar do acontecido.

Ps.²: Só eu que achei altamente perigoso, bizarro e assustador ao mesmo tempo?

Ps.³: Com o beijo, eu quase gritei WHAT THE FUCK, DEXTER? WHAT THE FUCK, DEBRA? WTF WTF WTF?? Eu não esperava esse tipo de cena. Será que eles ainda se pegam, eventualmente? Haha

Desculpem o tamanho do texto, mas não esperem nada menor na season finale! Die die, galera!

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