sábado, 24 de março de 2012

Michael C. Hall fala como ir de um Serial Killer para um não tão espetacular

Hoje em dia todos o conhecemos como nosso amigável vizinho serial killer, Dexter, mas mesmo o próprio Michael C. Hall admite: “há muito mais para atuar do que apenas um serial killer.”

No seu novo trabalho The Trouble With Bliss, Hall interpreta Morris Bliss, um rapaz de trinta-e-poucos anos que faz do apartamento do seu pai um quarto infantil. Incomumente, ao invés de envolver-se com alguém de sua idade, Morris se apaixona por uma estudante de 18 anos (Brie Larson), que não é ninguém menos que a filha de um antigo amigo de escola de Morris (Brad Willian Henke).
Morris é uma espécie bem interessante. Ele tem esperança para realizar grandes coisas, mas aparentemente o falta motivação, bom, mais do que nada – bem oposto à Dexter. Em honra a estreia The Trouble With Bliss, dia 23 de Março, Hall tirou um tempo pra discutir sua desintoxicação de Dexter, sua experiência em interpretar um personagem mais reativo, o trabalho com o escritor e diretor Michael Knowles e muito mais.

Este filme passou por um processo de pré-produção relativamente longo. Você esteve a bordo todo o tempo?
Michael C. Hall: Sim, eu acho que nós filmamos no início da Primavera. Inicialmente iríamos fazer no Outono anterior e em parte não aconteceu porque fiquei doente. Mas fiquei em contato com o diretor e eles esperaram por mim e reconstituíram por completo com um grupo ainda melhor de atores e então a espera acabou por valer a pena. Mas sim, na medida em que os atores passam, acho que fui a primeira pessoa a bordo.

O que fez você pensar que valia a pena insistir em The Trouble with Blis?
Eu adorei a chance de poder voltar Nova York e trabalhar no bairro em que morei pela primeira vez. Atualmente moro na East 5th Street onde Morris mora. Eu realmente gostei do roteiro, eu realmente gostei da personagem, eu apreciei a oportunidade de interpretar alguém que não é realmente espetacular [risos}, que não é exclusivamente aflito ou incrivelmente capaz de qualquer forma. Depois de passar muito tempo interpretando Dexter, essa foi uma mudança de ritmo agradável.

Você já viveu na mente de Dexter por aproximadamente seis anos agora, então você precisou fazer uma desintoxicação de Dexter para estar apto a habitar outro personagem?
Sim, eu acho. Penso que só ficando fora da roda [risos], a roda de Dexter, fez muito do trabalho por mim, fazer uma viagem, apenas ficar algum tempo afastado. Mas eu acho que encontrar outro personagem e fazer outra coisa, leva algum tempo para que me lembre de que há mais para interpretar do que um serial killer.

Qual a primeira coisa que você gosta de fazer quando aceita um novo papel? Você tem algum tipo de rotina?
Acho que a primeira coisa que eu tento fazer é ler e reler e re-reler o roteiro. É um tipo de mapa do caminho. E se vou interpretar alguém que é uma pessoa real ou foi uma pessoa real, farei qualquer investigação possível para encontrar tudo sobre ela. Ou se vou interpretar uma pessoa que tem algum tipo de ocupação, tento me familiarizar com tudo isso. E acho que esse tipo de pesquisa ajuda para te dar embasamento, mas acho que em última análise o que é necessário e o interessante disso é o salto imaginativo, apenas a mágica do e se e como. E se eu fosse essa pessoa? E se essas forem as minhas circunstâncias?

E especificamente sobre Morris? Houve algo que fez por conta dele que nunca tenha feito antes?
Tive o luxo de trabalhar com pessoas que conheci antes e tive o luxo de apenas sair com Chris Messina e Brad Henke em Los Angeles e também realizar alguns ensaios com Brie [Larson]. É também algo que inicialmente vinha acontecendo vários meses antes de filmarmos, então nesse sentido eu tive muito mais tempo para deixá-lo cozinhar, entende? Eu não estava morando com o meu pai viúvo ou nada, mas eu certamente estava vivendo com pouco dinheiro naquela mesma vizinhança quando estava apenas começando em Nova York, então suponho que imaginava todo o tempo que eu gastei foi bom para que eu pudesse plantar a personagem.

Eu não poderia dizer que Morris é um homem em uma missão nesse filme; é mais uma fatia de uma peça da vida e apenas ver que movimento ele faz a seguir. Isso é algo que te deu mais liberdade quando retratar a personagem?
Sim. Eu acho que ele descreve a si mesmo como a direção do desejo, mas também sem direção e como o resultado disso o torna mais reativo. Ele tem um senso de abertura que imagino ser a experiência ou a possibilidade da experiência e ela não está tão determinada ou compelida. Ele está mais lá apenas para estar aberto e ouvir e testemunhar o que chegar para ele, então é um tipo de lugar diferente a partir do qual se opera.

O que se passa na sua cabeça enquanto no set e apenas atuando sua reação? Você está atualmente digerindo o que as outras personagens estão dizendo ou fazendo ou talvez esteja pensando sobre a direção que Michael acabou de lhe dar?
Isso varia. Você é o cavalo, você é a carruagem, você é a pessoa conduzindo a carruagem e em um dado momento você está em umdesses três lugares e preferencialmente algum percentual seu está em todos os lugares. É complicado dizer em qual ponto. Você certamente pensa no que a personagem é depois e tenta focar nessas coisas, mas como na vida, nossa mente nem sempre está focada. [Risos] Você precisa tolerar o que vier ou não.

Oh! Eu entendo o que quis dizer! E sobre trabalhar com Michael? Que tipo de diretor ele é?
Eu acho que ele é um diretor ator. Michael passou um tempo como ator no início da sua carreira e, como resultado, eu vejo que ele sabe como falar com os atores, o que dizer, o que não dizer, como dizer as coisas simples, como dar sugestões que são realmente construtivas e reais e não vagas e esotéricas. Isso é muito apreciado principalmente em um filme independente com orçamentos e prazos onde você não pode se dar ao luxo de uma miríade de possibilidades. Você meio que precisa tomar uma decisão e seguir em frente, então ele foi ótimo nesse sentido. E ele também criou uma atmosfera realmente divertida e relaxada no set, o que acho que todos nós apreciamos.

Ele também é um cineaste experiente e também editor, então você observou que isso o ajudou afinal?
Sim, ele estava cortando o filme em sua mente provavelmente enquanto estava dirigindo e talvez soubesse o que fizemos e não precisou de tanto com a sua tomada editorial para saber com o que o filme pareceria por último, então isso provavelmente encurtou os dias. [Risos]

Quantas tomadas vocês estavam fazendo? Ele sabia o que queria, conseguia e seguia em frente?
É engraçado, eu acho que ele estava em um grau aberto para ser surpreendido e tudo, mas eu acho que ele conhecia a história que esperava contar e uma vez que teve certeza que tinha o que precisava, ele seguiu em frente. Não mais do que duas ou quatro tomadas e algumas vezes menos e algumas vezes, sabe, você estava falando sobre quatro tomadas para uma cena que foi feita em uma, então isso é tipo como um passeio completo no qual você embarcaria?

Como isso se compara a trabalhar em uma atração como Dexter? É TV, então você está produzindo episódios rapidamente, mas imagino que você possa ter um pouco mais de espaço para respirar lá.
Eu poderia dizer que o ritmo é realmente comparável. A diferença é que em uma série de TV, estamos lidando com cenários que construímos, que nosso grupo trabalhou naquilo, que sabemos como agir, que nossa equipe nesse momento tem um entalhe no qual ficamos e todos os atores conhecem suas personagens muito bem. Em algo como isso estamos pulando no fundo do poço e lá existem diversas variáveis fora do nosso controle e isso é menos luxuoso em termos de onde você anda entre as cenas e as mesas de serviços, mas é legal ser lembrado do quão pouco se precisa para fazer alguma coisa.

Você tem algum serviço artesanal de Larson Brie?
[Risos] Não, não tenho.

Aquele era realmente o nome de Brie ou a equipe de produção de design chegou com isso?
Acho que eles usaram isso como uma piada interna.

E sobre as armas de paintball? Teve alguma diversão extra com elas?
Eu tive que atirar neles e na parede, mas ninguém usava nenhum equipamento de proteção então eu não atirei em qualquer pessoa.

Fonte: DexterGr/cinemablend.com
Tradução: @Gabrielbarros42,@paulajes

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