domingo, 25 de março de 2012

Michael C. Hall: “Se eu fosse o terapeuta de Deb, eu diria “não abra essa porta”, eu a encorajaria a impor alguns limites”


Michael C. Hall está em Nova Iorque este mês filmando Kill Your Darlings, a estória de três escritores da geração Beat que foram arrastados para um julgamento de assassinato quando seu amigo Lucien Carr esfaqueou David Kammerer. Hall, mais conhecido por atuar como serial killer em Dexter, é quem vai ser esfaqueado desta vez; entre o elenco se encontram Daniel Radcliffe como Allan Ginsberg, Ben Foster como William Burroughs e Jack Huston como Jack Kerouac. Mas primeiro nessa semana temos The Trouble With Bliss, baseado no livro de Douglas Light (East Fifth Bliss). Hall assume a liderança como Morris Bliss, um desempregado de 35 anos que mora com o pai e vaga pela vida em East Village. Vulture se encontrou com o ator para conversar sobre perseguição, sexo de menores de idade e o amor pegajoso de Deb pelo irmão.

The Trouble With Bliss se passa em East Village. É por lá que você tem saído?
Estou morando em Williamsburg agora que estou em NY de novo, estou finalmente vivendo ao estilo de Brooklyn. E estou passando muito tempo no centro da cidade. Eu adoro ir ao Tompkins Square Garden e apenas observar as pessoas. E andei no Highline pela primeira vez, foi bem legal.

Quando você caiu no papel de Dexter, você não praticou perseguir pessoas de verdade na cidade?
[risadas] Eu fingi seguir as pessoas. Eu não estava perseguindo ninguém de verdade, mas eu as segui sim. Se havia alguém sozinho eu o seguiria só para saber como era – mas sem seringa. Talvez ir para o metrô ou ficar a um carro de distância. Tentar fazer com que não me notassem, só para entender como era de verdade.

Você já foi pego?
Não, nunca. Pois é! [risadas] O segredo é distância: não se aproxime demais, e se você achar que vai ser pego, mude de lugar, atravesse a rua. Era bem fácil, especialmente se fosse uma hora bem ocupada do dia. Aprendi que se você está fora e sozinho, você provavelmente está sendo seguido por alguém – então não entre naqueles becos desertos! Era meio assustador. Eu mesmo me assustei bastante.

Deve ter sido muito bom filmar uma comédia sem cadáveres pra variar um pouco em Bliss.
Eu curti muito não encontrar ou criar nenhum cadáver.
A personagem de Brie Larson no filme fala constantemente que tem 18 anos de idade, mas se você fizer alguns calculos baseado nas informações que ela dá pra Morris, ela deve ter uns 16. Isso sugere que ela estaria potencialmente mentindo sobre sua idade. Talvez ela seja um ano mais nova que isso, mas ele não encaixa as coisas – ele tem um tipo de memória seletiva.

Qual você acha mais nojento: provável sexo com menor de idade com a personagem de Brie Larson, ou um relacionamento semi-incestuoso com Deb e Dexter?
Vou ficar com 50-50; a mesma quantidade de nojo.

O terapeuta de Deb a encoragou a confrontar seus sentimentos por Dexter.
Se eu fosse um terapeuta, eu diria “não abra essa porta”. Eu a encorajaria a impor alguns limites. Mas todas as apostas acabaram agora que ela viu Dexter matando Travis. Eu não sei o que aconteceria nesse relacionamento, mas eu não acho que  a encoragaria a fazer alguma declaração de amor.

O que o Dexter sequer diria a ela nesse ponto?
As primeiras palavras que saíram de sua boca foram “oh Deus”. O que quer que ele fale ou faça, acho que ele vai tentar tomar controle, não importa quão difícil seja.

Morris é o anti-Dexter, só porque ele permite que eventos aconteçam com ele.
Foi bom fazer um personagem um pouco menos motivado, que passa a maior parte do seu tempo sendo uma testemunha. O desafio é meio que se render ao momento e ao que quer que o outro ator estivesse lhe dando, e participar do caos do desconhecido. Quero dizer, Morris está em todas as cenas, e frequentemente não falando, então foi emocionante. E meio assustador, claro.

O quanto nós iremos te ver no filme Kill Your Darlings, tendo em vista que sua morte gera o enredo?
O filme é estruturado de uma maneira a qual primeiro você vê que David Kammerer está morto, então você volta e descobre coisas sobre os meses anteriores que levaram a isso, e a natureza de seu relacionamento com Lucien Carr.

Alguns têm dito que os dois eram amantes. Outros dizem que David estava perseguindo Lucien. Lucien afirma que David tentou estuprá-lo. Qual foi a escolha do filme?
Acho que há muita ambiguidade no personagem dele. David foi pouco descaracterizado, dependendo da conta de quem você tem. Não se sabe muito sobre ele, mas você consegue algumas coisas boas de Allen Ginsberg e Edie Parker.

Haviam algumas conversas de que você poderia voltar para Broadway para Peixe Grande (Big Fish).
Aquilo foi prematuro. Eu fiz uma extensiva leitura sobre aquilo, e estava ótimo,  com ótimas pessoas, mas não será logisticamente possível.

Então da próxima vez que o ouviremos cantar será no episódio musical de Dexter que está por vir?
Musical? Eu adoraria ver isso, mas eu não acho que irá acontecer. Vou negar tudo [risada tão forte que engasga]

Tradução: @venganzakills
Fonte: DexterDaily.com | Vulture.com

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