Esporros e críticas negativas eu deixo para vocês. Estou
maravilhado com Run.
Vocês podem discordar de mim, mas eu tenho achado a série
cada dia mais sentimental. Antes que os sunitas fundamentalistas lancem mão de
pedras para me apedrejar, eu vou tentar me explicar. Quando eu digo
sentimental, eu não me refiro a uma coisa melodramática, e sim a uma coisa que
mexe com a gente. Se eu acreditasse em alma, eu com certeza diria que Dexter
tem tocado minha alma. Se eu acreditasse em mente, diria que a série está
ferrando com minha mente.
Mais do que nunca, ao assistir a série, eu tenho me sentindo
eufórico e reflexivo. Não acredito que eu esteja ficando mole, nem nada.
Atribuo esse fato ao ótimo trabalho de todos que cooperam para que nossos
Domingos sejam tão reconfortantes quanto têm sido.
Eu poderia não fazer esta review e colocar apenas um gif do Dexter imitando o Speltzer, que eu já estaria satisfeito! Acho que cenas assim só temos uma em cada temporada, como Dexter no Hammer Time (no encontro com os ex-colegas de ensino médio) e o Trinity dançando. Ri muito!
Para quem quiser, aqui tem um gif [clique aqui] e aqui tem outro [clique aqui].
Para não falar que ignorei totalmente, quero ressaltar que
não engoli a desconfiança do Batista quanto à resolução do crime. Concordem
comigo, ou não, ele não é exatamente um expert
em resolução de crimes e Mike Anderson não era seu amigo íntimo, para que ele
instigue tanto e duvide de tudo. Vendo apenas topograficamente, a história se
encaixa e a perícia confirma: Alex suicidou-se com mesma arma que matou Mike, e
ainda deixou um bilhete de arrependimento de algo aparentemente terrível.
Provem-me que eu estou errado, mas eu ODEIO quando as coisas ficam implícitas
ou então que os personagens sejam intuitivos e certeiros. O Quinn e a LaGuerta
ficam para os próximos episódios.
O Harrison está notavelmente jogado para escanteio. Não acho
isso totalmente negativo, já que a série realmente está demandando mais no que
diz respeito à relação entre Dexter e Deb, e tudo que os cercam.
Falando do principal do episódio, adorei a Debra finalmente
ter se perguntado sobre o Trinity, e acho primordial Dexter esquivar-se dessas
perguntas, porque assim não reforça o perguntar da Deb, ajuda a barrar um
pouco. Talvez eu esteja considerando a ficção realidade demais, mas
cientificamente falando, o processo de aceitação da Debra está sendo feito como
se Dexter fosse um analista do comportamento. Aos poucos a Deb está passando
por dessensibilização e está vivendo e sentindo o que seu irmão sente.
Eu já havia comentado na review passada e volto a falar,
adorei o modus operandi do Speltzer!
Eu sabia também que o fato de ele ser coveiro não era à toa, mas diferentemente
de cremação, eu acreditava que Dexter o mataria e o enterraria. A escolha por
incinera-lo, e o simbolismo do renascer do pó foi fantástico!
Se pensarmos bem,
o fogo é um fenômeno fantástico mesmo. Capaz de destruir todo e qualquer tipo
de vida, mas ao mesmo tempo é dinâmico e simboliza o dinamismo da vida.
A questão do touro e do labirinto, eu não tinha me tocado
antes, e pelos comentários, nem vocês, hahaha. (Mas querem apostar quanto que
vai encher de espertinho falando que “o simbolismo era óbvio e quem não viu é
idiota”?) Seria Dexter um tipo de Teseu?
O “Run”, mais que o “Stay”, foi emocionante! Eu achei que
Dexter fosse o encarar e super heroicamente iria tirar seu machado e o nocautear.
Fico aliviado por isso não ter acontecido. Com o histórico que a série tem de
furos e situações inexplicáveis, eu acho que já abaixo minhas expectativas ao
ver uma cena possivelmente emocionante. A Deb fazendo com que Speltezer confessasse foi digno de palmas!
Eu não sei até onde isso vai para frente na série, mas será
que Dexter está abrindo mão de parte de seu modus
operandi? Aparentemente nosso serial killer está renunciando parte de si, e
isso certamente está surtindo efeito na Deb, que inevitavelmente também está
sofrendo o mesmo processo.
Conservadores, não me apedrejem. Adorei Dexter se livrando
das lâminas! E realmente eu não me importaria se ele passasse de psicopata aprendido para um justiceiro.
Quanto ao Isaac e ao Viktor, eu não entendi direito a
relação. Eles eram um casal? De qualquer modo, gostei de ver que os roteiristas
optaram por “um vilão” específico. Lembram-se quando eu me mostrei temeroso por
trabalharem com uma organização? Pois é, acho que eles sabem de suas limitações
e preferiram trabalhar com personagens isolados. Sendo assim, ao invés de Dexter
enfrentar a máfia russa, ele estará enfrentando diretamente apenas o Isaac.
Muito sábia a escolha!
O ponto alto foi realmente o desapego das lâminas, estou
gostando de ver a aceitação gradual da Deb, mas acredito que nem tudo são mil
maravilhas. Acho que em breve ela pode ter uma ruptura total, mesmo que
passageira, e voltar à estaca zero, em conflito sobre o que fazer com seu irmão
assassino. O que vocês acham?
Muito ansioso pelo próximo episódio!
Die die, Dexterous!




















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