terça-feira, 23 de outubro de 2012

Review 7x04 - RUN!




Esporros e críticas negativas eu deixo para vocês. Estou maravilhado com Run.

Vocês podem discordar de mim, mas eu tenho achado a série cada dia mais sentimental. Antes que os sunitas fundamentalistas lancem mão de pedras para me apedrejar, eu vou tentar me explicar. Quando eu digo sentimental, eu não me refiro a uma coisa melodramática, e sim a uma coisa que mexe com a gente. Se eu acreditasse em alma, eu com certeza diria que Dexter tem tocado minha alma. Se eu acreditasse em mente, diria que a série está ferrando com minha mente.


Mais do que nunca, ao assistir a série, eu tenho me sentindo eufórico e reflexivo. Não acredito que eu esteja ficando mole, nem nada. Atribuo esse fato ao ótimo trabalho de todos que cooperam para que nossos Domingos sejam tão reconfortantes quanto têm sido.

Eu poderia não fazer esta review e colocar apenas um gif do Dexter imitando o Speltzer, que eu já estaria satisfeito! Acho que cenas assim só temos uma em cada temporada, como Dexter no Hammer Time (no encontro com os ex-colegas de ensino médio) e o Trinity dançando. Ri muito!
Para quem quiser, aqui tem um gif [clique aqui] e aqui tem outro [clique aqui].

Para não falar que ignorei totalmente, quero ressaltar que não engoli a desconfiança do Batista quanto à resolução do crime. Concordem comigo, ou não, ele não é exatamente um expert em resolução de crimes e Mike Anderson não era seu amigo íntimo, para que ele instigue tanto e duvide de tudo. Vendo apenas topograficamente, a história se encaixa e a perícia confirma: Alex suicidou-se com mesma arma que matou Mike, e ainda deixou um bilhete de arrependimento de algo aparentemente terrível. Provem-me que eu estou errado, mas eu ODEIO quando as coisas ficam implícitas ou então que os personagens sejam intuitivos e certeiros. O Quinn e a LaGuerta ficam para os próximos episódios.

O Harrison está notavelmente jogado para escanteio. Não acho isso totalmente negativo, já que a série realmente está demandando mais no que diz respeito à relação entre Dexter e Deb, e tudo que os cercam.
Falando do principal do episódio, adorei a Debra finalmente ter se perguntado sobre o Trinity, e acho primordial Dexter esquivar-se dessas perguntas, porque assim não reforça o perguntar da Deb, ajuda a barrar um pouco. Talvez eu esteja considerando a ficção realidade demais, mas cientificamente falando, o processo de aceitação da Debra está sendo feito como se Dexter fosse um analista do comportamento. Aos poucos a Deb está passando por dessensibilização e está vivendo e sentindo o que seu irmão sente.
Eu já havia comentado na review passada e volto a falar, adorei o modus operandi do Speltzer! Eu sabia também que o fato de ele ser coveiro não era à toa, mas diferentemente de cremação, eu acreditava que Dexter o mataria e o enterraria. A escolha por incinera-lo, e o simbolismo do renascer do pó foi fantástico! 

Se pensarmos bem, o fogo é um fenômeno fantástico mesmo. Capaz de destruir todo e qualquer tipo de vida, mas ao mesmo tempo é dinâmico e simboliza o dinamismo da vida.

A questão do touro e do labirinto, eu não tinha me tocado antes, e pelos comentários, nem vocês, hahaha. (Mas querem apostar quanto que vai encher de espertinho falando que “o simbolismo era óbvio e quem não viu é idiota”?) Seria Dexter um tipo de Teseu?

O “Run”, mais que o “Stay”, foi emocionante! Eu achei que Dexter fosse o encarar e super heroicamente iria tirar seu machado e o nocautear. Fico aliviado por isso não ter acontecido. Com o histórico que a série tem de furos e situações inexplicáveis, eu acho que já abaixo minhas expectativas ao ver uma cena possivelmente emocionante. A Deb fazendo com que Speltezer confessasse foi digno de palmas!

Eu não sei até onde isso vai para frente na série, mas será que Dexter está abrindo mão de parte de seu modus operandi? Aparentemente nosso serial killer está renunciando parte de si, e isso certamente está surtindo efeito na Deb, que inevitavelmente também está sofrendo o mesmo processo.

Conservadores, não me apedrejem. Adorei Dexter se livrando das lâminas! E realmente eu não me importaria se ele passasse de psicopata aprendido para um justiceiro.



Quanto ao Isaac e ao Viktor, eu não entendi direito a relação. Eles eram um casal? De qualquer modo, gostei de ver que os roteiristas optaram por “um vilão” específico. Lembram-se quando eu me mostrei temeroso por trabalharem com uma organização? Pois é, acho que eles sabem de suas limitações e preferiram trabalhar com personagens isolados. Sendo assim, ao invés de Dexter enfrentar a máfia russa, ele estará enfrentando diretamente apenas o Isaac. Muito sábia a escolha!

O ponto alto foi realmente o desapego das lâminas, estou gostando de ver a aceitação gradual da Deb, mas acredito que nem tudo são mil maravilhas. Acho que em breve ela pode ter uma ruptura total, mesmo que passageira, e voltar à estaca zero, em conflito sobre o que fazer com seu irmão assassino. O que vocês acham?

Muito ansioso pelo próximo episódio!

Die die, Dexterous!

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