terça-feira, 6 de novembro de 2012

Review 7x06 - Do the Wrong Thing



Não sei se o curso de Psicologia está me afetando demais, mas ultimamente não estou conseguindo definir se o episódio é bom ou ruim. Na review passada eu me limitei em descrever algumas mudanças de estilo de filmagem, mas não consegui definir se isso me alegrou ou não. Será que estou ficando cada vez mais imparcial ou então a série está me levando a ficar confuso quanto ao que sentir?
Foi a partir dessa pergunta que eu quis começar esta review. Quero fazer uma pequena síntese para ajudar a recapitulação dos fatos mais importantes:

E01 – O ponto alto foi a Deb chegar à conclusão de que seu irmão adotivo é um assassino em série. “Você é um serial killer? Você é o BHB?”
E02 – Aqui tivemos a breve esperança de “recuperação da consciência” de Dexter, mas tal hipótese foi refutada pelo suicídio do Wayne Randall.
E03 – Neste episódio vimos a morte do promissor (?) Louis e a introdução efetiva da máfia.
E04 – No quarto episódio os holofotes estavam por conta do grande e louco Speltzer contra pequeno e inteligente Teseu.
E05 – O quinto episódio foi bem focado na relação com o Isaak, que acabou sendo preso.
E06 – Com certeza o mais marcante foi a relação (no sentido amplo e restrito) com a Hannah.
E07 – Posso arriscar que vai dar treta com o jornalista enxerido?
A correlação disso tudo me faz ter sentimentos confusos quanto à temporada. Todos os episódios, de maneira isolada, foram realmente muito bons! Mas o elo dos episódios não está muito clara... pelo menos não tanto quanto, por exemplo, na primeira temporada. Pelo histórico de temporadas e tramas, eu colocaria minha mão no fogo pela suposição de que mais pro final as coisas vão se atrelar de uma maneira inteligente e satisfatória, mas não posso deixar de mostrar minha confusão (realmente não encontrei palavra melhor para descrever) quanto a isso.


Guardando a loira para o final, vamos aos pontos de menos destaque no episódio.
Acho plausível a frustração do Batista. Ele, durante a série, já buscou se preencher com adultério, leis do universo (lembram-se disso? “Diga ao universo o que você quer”, essas coisas), depois se envolveu com a LaGuerta. Nunca teve uma história muito séria para ele, e nem precisa ter. Nem todos precisam ser personagens com grandes segredos e grandes tragédias, mas montar um restaurante? Não me lembro de essa ideia ter aparecido nenhuma vez no decorrer das temporadas. Seria uma forma de apenas “descartar” o personagem?
Sobre o Quinn, teve um pequeno avanço, ainda “perderemos” alguns minutos com ele e a história sobre ser um policial corrupto. O que eu gostei foi que a cena mostrou que Joseph não é o maior bobalhão que vai na onda de qualquer um, mas também mostrou que o policial tem suas prioridades, e que mexendo no ambiente do personagem, a gente percebe mudança de atitude também. Não sei até onde isso vai, porque sinceramente acho o George um bocó, um banana. Acho um personagem passível de tomar três tiros no peito e o Quinn sair como herói, em um possível confronto.
A Jen esteve diva e linda, como sempre. Gosto de vê-la voltando às “atividades normais”, mesmo ainda segurando as pontas pro Dexter, dá pra perceber que ela tenta com todas as forças deixar tudo de ruim de lado. Contudo, esse envolvimento com o jornalista, com cuja cara não me identifiquei nem tive o mínimo de simpatia, não me agradou. Quer dizer, então, que de repente ela está livre, leve e solta para sair, fazer piadinhas sujas e já estar louca para dar pra qualquer pé rapado que acabou de aparecer? Sobre ela e o Dex, eu não me lembrava de ela saber sobre o Jordan Chase! Minha memória está péssima! Mas fiquei receoso quando ela falou sobre a Lumen, é uma ponta em aberto da quinta temporada e que pode ser puxada a qualquer instante.
 Conversando com a @CarolPWM, ela apontou uma coisa que eu não tinha me tocado. No final da quinta temporada, Deb tinha mostrado compaixão (e até admiração) pelos vigilantes. Agora, que ela descobre que era seu irmão, sua reação não foi diferente da de quando ela descobriu sobre outras presepadas de Dex. Desta vez ela se mostrou intolerante e, como disse a Carol, talvez ela tenha “tomado as dores da Rita”. É o motivo mais aceitável.


Se isso tudo foi ciúme, com adicional de parceira de assassinato, o que será que vai virar quando ela descobrir sobre a Hannah?
Sinceramente, achei o momento “wtf” do episódio.
Primeiramente, essa questão de Hera Venenosa...? Sei que, funcionalmente, não há diferença entre matar de susto ou com motosserra, mas envenenamento é uma coisa que definitivamente não me atrai.
Segundo, Dexter tinha umas reações muito estranhas perto dela. Ora se fazia de bobo, ora tentava ser sedutor. Apesar disso tudo, achei fofa a cena em que eles estavam de mãos dadas. Só não consigo imaginar como isso daria certo. Ela é alfa, assim como a Lila era. Prova disso foi ela tê-lo enfrentado, tanto na hora que ele forçadamente “a convidou para sair”, quanto na mesa, envolta de plástico.
Entretanto não vou esconder que fiquei surpreso com a agulha no pescoço. Eu achei que Dexter procrastinaria um pouco, não o imaginei se revelando a ela. Achei irresponsável, imprudente e passível de punição severa.
Apenas mais uma consideração final... Alguém, por favor, avise a Hannah que a Sasha Grey se aposentou? A indústria cinematográfica para maiores de dezoito anos está desesperada procurando uma nova estrela. Só eu fique boquiaberto com a flexibilidade dela?
E vocês, o que acharam de tudo?

Die die, Dexterous!

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