terça-feira, 13 de novembro de 2012

Review 7x07 - Chemistry



O episódio foi surpreendente e frustrou parte da minha review.
Será que Scott Buck tem assistido Game of Thrones? Apesar de o seriado ser baseado na vida de um assassino, eu não consigo esperar que os personagens sejam facilmente descartados, como está acontecendo. Para os maus entendedores, não estou dizendo que seja ruim. Só vou poder dizer isso quando a temporada acabar. Aí teremos a trama completa e a possibilidade de dizer “poderiam ter aproveitado melhor” algum personagem.

Tanto a parte do surpreendente quanto a frustração da review giram em torno de Sal Price. Eu, de maneira alguma esperava a morte dele este episódio, mas já a previa (aqui entra a frustração da review) que ele seria envenenado pela Hannah e que o veneno estaria na caneta que ele costuma mastigar. Quando eu o vi recusando a limonada, eu tive certeza que a caneta era a maneira com que a Hannah chegaria até ele, e eu já planejava compartilhar isso com vocês, mas os produtores foram mais rápidos que eu.
Deixe eu me acalmar um pouco e falar sobre assuntos mais tranquilos.
Ainda não entendo a atração da Nadia pelo Quinn, mas isso é o de menos. Se a visão do Batista se ofuscar graças aos generosos dez mil do Joey, vou adorar! A visão que eu tenho do Angel é de um cara com o coração mole, que não consegue administrar informações contraditórias como “Quinn me doou um bom dinheiro, então ele é um cara legal, não pode ter roubado nada da sala de evidências”. Pode parecer besteira, mas eu o imagino com uma linha de raciocínio semelhante a essa.
Sobre a tal doação, acho muito bacana a série trabalhar com padrões comportamentais tão fidedignos assim! Se, por exemplo, o Quinn tivesse uma sacada genial para culpar alguém de dentro da Miami Metro, eu ficaria putíssimo, pois nunca vimos tamanha Inteligência no detetive. A doação (suborno disfarçado) para o Batista, por outro lado, já é algo presente na história de Joey, já que por algum tempo ele recebeu propina na Narcóticos, e agora na Homicídios.


A respeito da LaGuerta, a gente já tinha discutido nos comentários das reviews passadas o porquê de ela não desconfiar do Dexter, já que o Doakes desconfiava e, antes de morrer, estava atrás dele. Partindo desse ponto, seria meramente circunstancial e especulativo, mas agora a série nos apresenta algo mais contundente: o registro de barcos da marina.
Talvez seja delírio meu, mas vocês acham possível uma união entre a LaGuerta e o Quinn? Vou explicar. A chefe de departamento está num momento emocional delicado, mas também a sua situação na Miami Metro não está nada boa, com a saída do Isaak. Sendo assim, ela precisa tomar algumas medidas. Se ela souber que o Quinn foi quem afundou a investigação, ele precisaria de algo muito sério e grave para barganhar com a LaGuerta. E como a obsessão dela é provar a inocência do finado Doakes, o Quinn poderia ajudar em alguma coisa. Seria uma união forte e lógica.
Sobre o Isaak, estou realmente desanimado pela procrastinação da trama. A situação com o chefe da máfia me prende muito mais que a situação com a Hannah. A loira é realmente linda e com um passado negro, mas o olhar do Isaak causa respeito e temor. Sua motivação para com Dexter é profunda e interessante! Ele tem dinheiro, força, poder e habilidade.
Voltando a falar de Dex-Hannah-Deb-Sal, não consigo imaginar como as coisas vão se enrolar e desenrolar. Sinceramente, não vejo ligação suficiente, da parte do Dexter para com a Deb, para matar a Hannah. As pequenas coisas que a Deb pede ao Dexter, ele ignora, a trai. Dexter tem se tornado um grande filho da puta e eu não acredito que a Deb vai tolerar isso por muito tempo.
Vão me matar por dizer isso, mas até agora, é conveniente para a Debra deixar Dexter ‘fazer o que tem que fazer’, pois ela está ligada a tudo o que acontecer nessa temporada. Desde a morte de Travis, que ela ajudou a mascarar, ela é igualmente responsável pelas coisas. Não haverá medida legal, mas a tolerância não vai ser grande.


Quando se trata de vingança e sobrevivência, não existe amor, não existe irmão, nem nada. Eu ainda me arrisco a dizer que, dependendo de como o Dexter vai agir com a Debra neste resto de temporada, ela pode se tornar a maior vilã dele (na oitava temporada, talvez). Não estou dizendo que a Deb faria tudo isso apenas para vingar a morte de Price, que Dexter está encobrindo, mas sim para se vingar das imensas cagadas seguidas que Dexter tem feito e para evitar novas.
A Deb já se envolveu com tanto homem que fica difícil fazer com que as coisas aconteçam de uma forma original. Price era escritor, assim como o Gabriel; foi assassinado, assim como o Lundy; se continuasse vivo, ou entregaria o Dexter (e a Deb ficaria mais uma vez decepcionada em um relacionamento), ou esqueceria o que aconteceu pela tenente (como o Quinn fez na quinta temporada). Sabendo claramente disso, a história está fazendo gancho ao final da sexta temporada, que é o que todos nós passamos um ano esperando pra ver!
Não há como ignorar o fato de seu irmão ser um assassino. Ou você faz com que tal comportamento se extinga, ou então você se torna intimamente conivente. Assim como Harry, Deb passou pelos dois processos, e agora parece se estabelecer na conivência. Dexter está sendo colocado à prova e precisa, mais do que nunca, de muita sabedoria e razão.
Matem-me os fundamentalistas, mas o que foi essa metáfora com a química?! Sério que Dex agora tá achando que sua ligação com a Hannah é sobrenatural? Sério que ele ainda acha que não sente amor, ou qualquer outro sentimento? “Ela não é o desenho da minha escuridão, como a Lila. Ou cega para isso, como a Rita. E nem precisa disso, como a Lumen. Ela aceita meus dois lados. O Dexter completo.” Essas comparações, falar dele mesmo em terceira pessoa... só eu que acho isso tudo muito dramático?
E vocês, acharam o que deste episódio?

0 comentários:

Postar um comentário

CARREGANDO NOVO FORMULÁRIO DE COMENTÁRIOS. AGUARDE.... SE VOCÊ ESTIVER LENDO ISSO E A PÁGINA FOI TOTALMENTE CARREGADA, NÃO USE ESTE FORMULÁRIO PARA COMENTAR. APERTE F5 E AGUARDE O NOVO FORMULÁRIO CARREGAR