terça-feira, 20 de novembro de 2012

Review 7x08 - Argentina



Gostaria de começar me gabando: eu estava certo sobre Isaak e o Viktor.
Eu queria colocar muitas imagens e muitas frases do episódio nesta review, mas vocês têm acesso às cenas, então vou tentar me limitar ao texto. O Argentina merece um 9,2 bem grandão! Justificando o não-dez, os primeiros vinte minutos foram apenas razoáveis, enquanto os minutos restantes foram excelentes! E meu critério para julgar a qualidade do episódio não é ação, tanto que houve a tentativa de assassinato do Dexter, que foi bem instigante. Meu critério maior é a maneira como as coisas se enrolam e se desenrolam, e o começo do episódio retomou aquilo que já havia sendo mostrado anteriormente: as questões de culpa atribuída à Hannah, as inúmeras vezes que a Deb cede algo ao Dexter e tramas paralelas como a compra do restaurante do Batista.


Agora parece oficial. Batista está seguindo o ramo alimentício e acredito que brevemente sairá da Miami Metro. Sua saída será com grande estilo. Apesar de não estar sendo tão bem aproveitado na série, o Batista me rendeu boas lições, alguns dramas e algumas cenas engraçadas também. David Zayas é um ator que eu e o >>Stallone<< gostamos e espero que mesmo no restaurante, ainda sobre história para ele.

A Jen Carpenter tem comentado no twitter nos últimos dias que, de toda a temporada, o 7x08 foi o episódio que mais a agradou. Eu me arrisco a dizer que foi um dos que mais exigiu dela grande desempenho na atuação e ainda atribuo a preferência dela a isso. Mais uma vez a digníssima me deixou boquiaberto e aflito! A maneira como ela deixa escapar que está/estava apaixonada por seu irmão foi natural e intensa.
A Deb foi bastante ativa neste episódio. Ainda não foi definida sua decisão sobre como agir em relação à Hannah. O que vocês acham que pode acontecer? Eu não espero uma aceitação incondicional, mas a loirinha me encantou este episódio e eu estou começando a achar que ela pode ficar para o final da série. Caso isso aconteça, a Deb vai ter que dar um jeito de viver com isso. (Considerando que a Deb também vai se manter viva até o final).


Para mim, essa história de Argentina é tudo uma grande baboseira. A história de a Hannah precisar matar também, outra baboseira. Argentina seria um lugar de calma, de paz. Um lugar onde não haveria problemas e as únicas coisas necessárias seriam uma fazenda pequena e o alimento diário para sobreviver. Desculpem, mas não engulo essa característica como sendo da loira. Acho que o melhor termo para definir a affair de Dexter é viciada em adrenalina. Eu já estava com essa ideia desde o Do the wrong thing, há dois episódios, e este só veio para confirmar. A loira se animava com as presepadas junto ao Randall e no 7x06 ficou super excitada ao invadir um parque fechado, ao quase ser morta e ao fazer sexo em um lugar inusitado com uma pessoa altamente perigosa, correndo risco de vida. O próprio “faça o errado” já dá ideia de que a Hannah gosta de viver perigosamente. Sem contar os cara-a-cara com a Tenente, que ela nunca evitou e disposição para rever os corpos, relembrar as histórias antigas. Ao entrar em contato com a realidade de Dexter, ela se parece se deleitar. Essa minha nova definição de Hannah me deixa inseguro, pois se as coisas caírem na rotina, ela procuraria uma nova forma de animação. E o que me preocupa é a aproximação dela com a família dele. Agora ela conhece um pouco mais de quem é o Dexter. Dexter pai, padrasto, patrão, irmão, assassino, analista forense, amante.

Os voice over do Dexter são sempre incríveis! A exemplo, quando a Deb estava explicando as evidências de que a Hannah era a assassina de Price: “Algum idiota invadiu o apartamento dele (Sal Price) e deletou todos os documentos sobre Hannah. Muito obrigado.” E Dexter responde internamente um consistente  “De nada.” Achei fantástica a ligação que fizeram com o caso Speltzer. Eu gosto de pensar que todos nós podemos fazer qualquer coisa, só precisamos de uma situação que nos demande fazer tal cosia. A Deb experimentou a culpa de ter uma vida inocente sacrificada, quando ela poderia evitar, e agora ela acredita que encontrou um meio de evitar tal sacrifício. CALL DEXTER.
Mais tarde, ao aconselhar a Astor quanto ao uso da maconha, foi muito bonito a Deb reconhecer que existem coisas que ela pode se arrepender depois e também Dexter perceber o quão prejudicial um vício pode ser.


Haters gonna hate, mas Dexter falou com todas as palavras o que eu venho falando desde sempre. Desculpem vocês que acreditam que ele é um psicopata, um caso perdido, alguém que tem necessidade de matar ou que tem algum problema neurológico, mas gostaria de frisar a seguinte frase: “Quando eu era mais jovem, alguém me disse quem eu era, e eu segui seus conselhos. Se naquela hora eu tivesse decidido por mim mesmo, eu teria me tornado diferente.”

Gostei de o episódio ter trabalhado um pouco mais o George. Até então, ele era um personagem totalmente peso morto e extremamente passivo, a julgar pela maneira que ele (não) lidou com o desaparecimento do Viktor. Agora ele tomou uma medida mais energética para proteger seus negócios, mas convenhamos, ele foi muito toupeira em mandar aquele rapaz para matar o Isaak. Pela descrição do sr. Sirko, o assassino de aluguel já era figura carimbada do George. A identificação foi fácil e tenho certeza de que a retaliação será sangrenta. A coerção dele para com o Quinn também foi muito boa. É uma trama paralela que me interessa bastante!

O ponto alto do episódio foi certamente a conversa entre Dexter e Isaak. A maneira como o Isaak fala é comovente e justa. É um dos personagens mais grandiosamente trabalhados pelos produtores. Tão simples e profundo, assim como era o Brother Sam (saudades). Seus olhos ao falar sobre o Viktor é realmente emocionante. Dá para perceber como ele se sente pressionado e estrangeiro no mundo em que vive. E metaforicamente, Dexter entende muito bem! “Todos queremos uma Argentina”.
A série trabalha temas contraditórios com maestria.
Pensando a nível social, Dexter (a série) é um quebrador de tabus. Uma série comercial e de grande audiência trabalhando ideias de homossexualidade, incesto e maconha? Definitivamente não é para qualquer série. Fantástico!

Última coisa: o Michael Hall tem uma sintonia fantástica tanto com a Jen quanto com a Yvone! É impressionante o quanto eu gosto de ver eles contracenando. Tudo parece tão perfeitamente perigoso e naturalmente delicado. Amo muito tudo isso.

Outros pontos a se destacar:

¹A LaGuerta está chegando muito perto! Apenas provas circunstanciais, mas suficientes para colocar em risco a integridade física e moral tanto do Dexter quanto da Deb (posteriormente).

²Aprendamos que “in love” é bem diferente de apenas “to love”.

³Só eu senti uma cantada do Isaak? “Em circunstâncias diferentes, poderíamos ser ótimos amigos”

4O episódio durou mais que o normal, não?

5Só lembrando que o Cody e a Astor ainda não foram embora. Isso significa que teremos mais deles!

Die die, fellas!

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