terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Review 7x10 - The Dark... Whatever




                Acredito que esta review não vai ser nada ética e bastante ofensiva para algumas pessoas, então estou dando a você, caro leitor, a chance de apertar alt+F4 e sair desta página agora mesmo. Por muito menos já fui xingado e o site foi responsabilizado. Esta é a minha opinião e o Dexter Brasil não tem responsabilidade nisso. Caso você queira me xingar, tem os comentários pra isso e meu twitter é @Gabrielbarros42.
                O episódio merece um diminuto 5.
                Achei o episódio chato, mas sei dar a devida importância a ele. Não parece a sétima temporada que estávamos assistindo, atou pontas bobas deixadas nos episódios passados e a história deste também foi estranho. Sei que vocês odeiam comparações com outros seriados, mas The Mentalist, por exemplo, que corre risco de cancelamento, têm 24 episódios por temporada e ainda sim é dificílimo um caso que seja bobo ou óbvio demais. Dexter é inconstante e não consegue manter a excelência nos episódios.

                Trazer o pai da Hannah para a temporada parece ter sido bem away de tudo. Eu espero que o fato de Dexter ter omitido que matou o pai dela seja explorado mais pra frente, ou então tudo isso vai ser jogado “por água abaixo”, assim como o próprio sogrão. Eu vi claramente a mesma história do Trinity acontecendo de novo, mas agora em uma versão 2.0. Dexter matou o Arthur e achou que estava tudo bem, mas mal sabia que antes disso ele havia matado a Rita. Agora, antes de (saber que ia) morrer, o pai da Hannah a entregou. E convenhamos que essa coisa de conhecer o sogro foi bastante tosco.
                A cena do Quinn e do George foi fraca em diálogo, fraca em jogada de câmeras e fraca em história. O George matou o grande Isaak e apareceu por 33 segundos antes de ser morto (contando com os cortes, em que só aparece o Quinn). Sério, gente. Isso foi frustrante. A participação do Batista foi diminuta também, não quero nem comentar.
                A Hannah, por sua vez, mostrou-se bastante emotiva e frágil. Eu adoro ela, de verdade. Como já defendi antes, ela costuma agir em defesa de si própria, e isso em assusta muito, com a iminência da prisão dela.
                A Deb está tomando conta da série. Eu torço muito por ela, e infelizmente isso significa escolher ela, em detrimento da Hannah. A dica do pai da Hannah vai ser ótima para os próximos episódios, e a treta tem que ser produtiva, por favor!


                Sobre a LaGuerta, eu fico receoso de que a trama toda seja despejada apenas nesses dois episódios finais, mas espero que seja gancho para a próxima temporada! É um meio muito rico e que pode render 16 episódios tranquilamente! As expressões da Chefe de Departamento estão como uma mistura de desgaste físico e desespero, estão fantásticas! Eu sempre a odiei, mas espero que a busca dela seja produtiva e dê muito divertimento aos fãs. Diferentemente do que alguns já disseram, não acredito que o Matthews saiba sobre o Dexter nem que ele vá ajudar o Dexter. Acho que o cerco está fechando cada vez mais para o serial killer, e agora vai ser definitivo.
                Mais uma coisa que não gostei no episódio foi a entrada do investigador Bosso. Jogaram ele no episódio passado como sendo o provável assassino e simplesmente descartaram ele neste episódio e eu simplesmente não vi sentido nisso. O incendiário trouxe uma trama extremamente arbitrária e improvável, mas vou considerar isso apenas na construção do protagonista.


                Falando em construção do protagonista, acho que melhor seria dizer “desconstrução”. E isso eu tenho achado fantástico! Primeiro foram as lâminas de sangue, agora foi o “Dark Passenger”. São 2h da manhã e há pouco eu fiz uma enquete no Dexter da Depressão, perguntei se os fãs acham se Dexter é ou não um psicopata. Cinco pessoas responderam que não acham Dexter um psicopata, e 32 responderam que sim, ele é psicopata.
                Isso me enche de confusão entre revolta e infelicidade. Por que as pessoas tendem a ficar sob controle de crenças pessoais e simplesmente ignoram os fatos explícitos? A porra do Harry já afirmou que criou quem Dexter é, a porra do Dexter já afirmou que não sente necessidade, e sim grande vontade, e eu vos pergunto, mas por que porra vocês ainda continuam batendo na tecla da psicopatia?
                A série já mostrou diversas vezes as influências comportamentais que Dexter teve durante a infância, a adolescência e se consumando no começo da vida adulta, quando Harry pede para que Dexter mate a enfermeira. Não vou elencar novamente tais ocorrências, vocês fãs devem estar carecas de ver cenas da infância de Dexter, na qual Harry controlava o garoto, dramatizava as ações e supervalorizava os desvios de comportamento.
                “Ah, Gabriel, mas a Ana Beatriz Barbosa disse que psicopatia não tem cura”, é galera, Freud também diz que você, rapaz, tem o desejo inconsciente de matar seu pai e comer a sua mãe. E tenho dito, cuidado com os charlatães intelectuais.
                Às vezes Hannah fala as coisas que eu quero falar. “The dark... whatever” foi a melhor frase do episódio. Veio carregada com desdém, sentimento de “que nome tosco” e também de “mew, você é muito dramático”. Gostei MUITO de ela ter conseguido fazer com que Dexter enxergasse o que eu gostaria que vocês enxergassem. Agradeço ao apoio da Darkangel2004, do João Victor, da Tati, da Ana Carolina e de tantos outros que também estão nessa empreitada de explicar algumas incoerências ao considerar Dexter o psicopatão que vocês leem na Veja.
                Fecho esta review (ou seria desabafo?) frisando que achei tosca a maneira com que as situações se fizeram presente, ou seja, o incendiário que apareceu do nada e milagrosamente encaixou-se no drama que Dexter está vivendo; contudo, adorei ele tomando a rédea da sua vida, responsabilizando por seus assassinatos, falando para si mesmo que gosta muito de matar as pessoas, que não precisa disso, mas que é muito divertido. Eu queria dar um abraço no Dexter essa hora!
                A polêmica está posta. Um beijo a todos vocês que ainda acham que Dexter é fruto de um problema neurológico ou que não tem solução.


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