quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sara Colleton, Produtora Executiva, Fala Sobre a Úlltima Temporada e Revela Segredos de Temporadas Anteriores

"Pela primeira vez na vida, li um livro e ele surgiu pra mim como uma série de TV". Buzzfeed conversou com a produtora executiva de Dexter, Sara Colleton. Para saber sua opinião sobre as sete últimas temporadas, pegar algumas informações privilegiadas sobre os romances do elenco, a descoberta do câncer de Michael C. Hall, e o que está por vir nesta última temporada.

1. Como o Ice Truck Killer fez do Dexter um personagem querido: "A história do Ice Truck Killer foi de extrema importância, porque Rudy forçou Dexter a se lembrar... de que ele tinha um irmão, e de como sua mãe morreu," disse. "E para mim, o que realmente se viu foi a natureza do Dexter. Mesmo que ele pense que é um monstro, ele tem uma capacidade para a humanidade que ele mesmo ainda não sabe. Porque seu irmão é tão sedutor: 'Venha comigo, eu te conheço, você pode ser você mesmo.' São coisas que queremos ouvir de alguém - é muito tentador. E ainda assim ele escolhe matar seu próprio irmão de sangue, com quem podia ser ele mesmo, para salvar sua irmã de criação. Imediatamente, você ama esse cara. Esse ciclo foi muito importante e ajudou a afirmar a complexidade do personagem Dexter." Leia ainda mais clicando em 'Continue lendo' e cuidado com os spoilers!

2. Mesmo os integrantes do elenco não sabem se serão mortos antes do fim: Colleton explica como foi eliminar integrantes principais do elenco - como Erik King, que interpretou o Sargento Doakes, Julie Benz, que interpretou Rita, e, mais recentemente, Lauren Vélez, no papel de LaGuerta - e disse, "Foi a coisa mais difícil em que eu já me envolvi. Porque eles são profissionais, e sabem que isso acontece. Mas você não pode contar isso a eles no início do ano, porque seria muito difícil ficar uma temporada inteira sabendo disso, e de alguma forma poderia acabar afetando a performance deles. Então, num determinado momento você traz isso à tona e conta a eles, e é como anunciar uma morte na família. É uma coisa muito, muito difícil. E você pensa longa e seriamente antes de fazer isso."

3. Por que Rita teve que morrer: "Ele [Dexter] brincou de forma irresponsável com o Trinity, pensou que teria tudo. Que ele seria mais esperto que o Trinity," Colleton explicou. "Quando você olha para trás na cena em que Dexter mata o Trinity, e quando você vê o que Lithgow (o ator John Lithgow) estava realmente dizendo a ele - 'Já é tarde demais' - e Dexter não estava prestando atenção. Qual é a pior punição que ele poderia ter? Qual é a única coisa que poderia ser tirada dele e servir como uma punição apropriada?" Essa única coisa era Rita.

Mas, como Colleton revelou, essa punição não foi concluída até a 5ª Temporada, quando Dexter perdeu a Lumen. "No final, o pensamento de que Dexter tinha alguém que sabia quem ele era e poderia viver com ele foi tirado dele," disse. "E o castigo foi concluído, porque com a penitência você não recebe nenhuma recompensa no final. Então, com o passar do tempo, naquela temporada, ele pensou, recebi minha penitência. E talvez há algo novo que pode ser descoberto para ele, mas...não há. Ele não merece isso.

4. Michael C. Hall teve um diagnóstico de câncer durante as filmagens da 4ª Temporada, mas ele não contou a ninguém no set: "No ano em que ele teve câncer, ele omitiu isso até o final, porque não queria que ninguém sentisse pena dele. Ele não queria que interrompêssemos a produção," afirmou Colleton, e explicou que ninguém - nem mesmo ela, uma produtora executiva - sabia. "Ele nunca hesitou, sobretudo com a progressão dos episódios para o final da temporada, e era fisicamente esgotante. Tenho muito respeito por ele, mas foi muito difícil. Foi traumatizante ... Ele nunca desistiu.

5. Há um motivo para a equipe de Dexter ser tão dedicada: "Michael é um dos melhores atores da atualidade", disse Colleton. "Passei oito anos da minha vida olhando para os detalhes, e editando a performance dele. Nunca vi um momento onde ele não estivesse prestando atenção e pensando. Ele foi o líder pelo exemplo. Acho que esse é um dos motivos de termos uma equipe tão dedicada: Ninguém trabalha tanto e ninguém trabalha tão duro quanto o Michael Hall.

6. Colleton ficou preocupada com o romance real de Michael e Jennifer Carpenter, que poderia afetar a química deles: "Conheço os dois tão bem, e eles levaram isso muito tranquilamente - tanto quando se apaixonaram quanto quando decidiram que não era a melhor coisa para eles," afirmou Colleton. "Mas eles foram amigos, antes, durante e depois. Nunca afetou a química deles nas filmagens. Nenhum temperamento diferente no set. E, quando eles se casaram eu pensei, Ah, isso vai mudar a relação de irmão-irmã? Mas nada disso. Eles ainda são tão fortes como amigos, que às vezes é um choque se lembrar que foram casados. Como eu disse, eles são muito, muito próximos. Eles eram antes, durante e depois e nós temos muita sorte."

7. A narrativa de Dexter foi baseada em um tom diferente do utilizado nos livros: "Nós queríamos que [a narrativa] fosse algo muito íntimo entre os telespectadores e o Dexter," Colleton falou. "E para ver como ele era bom fingindo. Tentamos fazê-la de forma muito observadora e engraçada. A voz interior desse personagem no livro era tão divertida, que desde o início era parte do desenvolvimento."

8. Os escritores aprenderam uma lição valiosa depois dos Doomsday Killers: "Acho que o Doomsday Killers, que se tornou uma produção cada dia maior, não é nosso tipo de narrativa," disse Colleton quando perguntada se há pontos baixos na série. "Foi interessante para nós, para aprendermos ... Para voltar a uma forma mais simples de contar histórias, que tem um caráter mais reflexivo."

9. Estamos todos conectados ao Passageiro Sombrio do Dexter: O Passageiro Sombrio [Dark Passenger], como sabemos, é o que leva Dexter a fazer as coisas que ele faz ... matar pessoas. É mais como uma fera que ele tem que alimentar como um mecanismo para controlar seus impulsos. Mas, para os escritores, é também uma forma de mostrar a humanidade de Dexter.

"Isso tem sido uum link entre nosso show e os telespectadores," explica Colleton. Porque o Passageiro Sombrio do Dexter é muito mais exagerado, mas todos temos Passageiros Sombrios. Todos temos uma parte de nós que realmente não queremos que ninguém veja. Nos preocupamos que se algum dia esse lado fosse mostrado a pessoas que amamos, elas correrriam assustadas. Mas, ao mesmo tempo, desejamos fazer isso. Então esse empurra e puxa, na minha opinião, é algo que sempre fez parte do vínculo improvável que nosso público tem com Dexter."

10. A última temporada de Dexter não vai deixar nenhuma ponta solta enrolada em papel filme: "Isso tudo virá de uma grande cabeça," disse. "Não deixaremos um pedacinho pendurado e nós realmente nos esforçamos muito, pensamos muito no que queríamos dizer de Dexter. Para realmente envolver as coisas da maneira que sempre esperamos. Dito isto, não importa o que fizermos, sempre haverá pessoas que não vão gostar, ou pessoas que esperavam que acontecesse de outro jeito, mas tentamos não escutar nenhuma das fofocas da internet. Porque tudo o que podemos fazer é tentar ao máximo ser verdadeiros com esse personagem, com quem vivemos e amamos, e acompanhamos sua evolução ano a ano. E esperamos que o escolhemos emocionalmente irá encaixar com o público, mas depois disso, é tudo o que podemos fazer.

11. O que pode ser mais irritante para Dexter nessa temporada: "Deb está numa posição ruim quando começamos," afirmou Colleton. "Ela está numa posição muito, muito ruim. E para Dexter, é terrível, porque ela não quer nada com ele. Então é totalmente desestimulador pra ele, porque, mesmo na 7ª temporada, quando eles tiveram dificuldades, ela ainda estava lá pra ele. E agora ela está mais para 'Fique longe', e ele realmente não sabe como lidar com isso.

Fonte: dexter Daily

Tradução: Flávia Guimarães

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