terça-feira, 2 de julho de 2013

Charlotte Rampling: “Michael C. Hall foi a principal atração sobre Dexter para mim. Ele me fascinou.”

Via Vulture: Quem é a Dra. Vogel? Nós sabemos que ela é uma especialista em psicopatas que está ajudando a Miami Metro a capturar um serial killer chamado de “O Neurocirurgião” (ele – ou ela? – retira partes do cérebro nesses processos de empatia). Nós também sabemos que ela ajudou Harry a criar o código de Dexter. Mas quem é ela, realmente? Outra fã do Dexter? Uma psicopata em pessoa? Ou simplesmente uma bem intencionada doutora interpretada por Charlotte Rampling – uma atriz que nunca fez papel de bem intencionada em nada – para nos lançar o cheiro da maior reviravolta de final de série? Essas são as questões que nós estaremos respondendo a nós mesmos em toda a temporada. Vulture falou com Rampling, que só começou a assistir “Dexter” quando lhe foi oferecido o papel, sobre estrelar com Michael C. Hall e felizmente aceitando elogios por sua má aparência. Leia a entrevista abaixo.
Na cena do necrotério, a Dra. Vogel e Dexter basicamente tem uma competição de se encarar. Eu imagino os produtores perseguindo você nessa parte e pensando, só existe uma mulher que pode encarar Michael C. Hall. 
Fora olhar Michael (risos). E isso é o que foi muito divertido, na verdade, com essa parte: É esta maravilhosa espécie de briga correspondida, de sondar outra pessoa. E a história de Vogel é tão maravilhosamente complexa e bonita, e você realmente só descobre no final do que realmente se trata. Isso dá grande fascinação.

A essa altura nós sabemos que ela ajudou Harry a criar “O Código”. Mas existe uma sensação de que ela talvez seja uma serial killer ou psicopata. Algo está acontecendo.
Sim, quero dizer, todos estão convencidos de meu final – pessoas que eu conheço que sabem que estou fazendo isso – que vou ser uma assassina e vou ser uma vilã. Mas isso é toda a emoção do show. Eu conduzo bem a escuridão, por isso o elenco não é, obviamente, uma surpresa. É obviamente em mim e trago isso para fora. 

Certo, mas seu currículo variado pode ser uma distração. Porque eles escalariam alguém que é conhecida por fazer papeis de pessoas más se ela estava indo na verdade não ser má? Isso se torna um jogo mental.
Bem, isso é bom. É sobre isso que tudo se trata. Vocês nunca tem certeza com personagem que faço, onde diabos eles estão indo. Infelizmente, não há muito que eu possa dizer. Eu conheço o arco da personagem de Vogel desde o início até o fim, embora eu não soubesse o que meu fim estava para ser (quando eu peguei a parte). Mas eu sabia o arco principal. 

Adoro isso, ainda que você esteja interpretando uma neuro psiquiatra totalmente reservada e bem vestida, sua boa aparência é percebida ainda no primeiro episódio. Matthews diz, “Uma mulher muito atraente.” Isso nunca se torna velho ou ofensivo demais?
Não, ao contrário – especialmente quando você envelhece, se alguém diz isso, você fica satisfeito. Temos que tomar muito cuidado quando dizemos que alguém elogiar sua aparência é ofensivo. Acho que as mulheres deveriam procurar saber o motivo que as faz se sentir ofendidas com isso.

Porque mulheres tendem a passar despercebidas por causa de outras coisas sobre elas que são valiosas.
Acho que quando você é uma mulher mais jovem, isso é mais complexo. Porque você sabe que por ser a mulher bonita que é, você é um objeto sexual da mesma maneira que talvez seja uma pessoa interessante. Você é bonita e sempre é desejada. Acho que é esse momento em isso que se torna ofensivo. Mas você preferiria ser feia e não ser olhada? 

É um bom ponto de vista. Há uma parte no seu documentário, The Look, que você fala sobre como é tolo que te chamem de corajosa por ter feito sessões de fotos sem maquiagem. Me lembrou a ocasião em que as pessoas chamaram Lena Dunhum de corajosa por ter ficado nua em seu programa, o que também foi bobo. Você assistiu à série ‘Girls’?
Não. Eu li sobre ela, e, na verdade fiquei muito interessada em assistir. Em que canal está passando?

HBO.
Bem, porque não assisti – porque já assisti à HBO, e nunca apareceu. Talvez esteja passando agora, enquanto estou aqui?

Pelo menos deve ficar disponível.
Será? Bom, eu gostaria de ver isso. Vou ver se posso assistir antes de voltar [para a Europa].

Estou surpresa que você esteja ficando no Chateau Marmont, já que você não gosta de Los Angeles. Não é muito ‘modinha’ pra você?
Ah, não, não, ao contrário. Eu quero que seja assim. Você pode estar num local da moda e não participar disso. Você pode apenas passear pelos modismos. Não é necessário que você se junte a isso, mas você pode assistir. Ou, você sabe que a festa está acontecendo lá em baixo, e deve estar boa, mas você está sentado no andar de cima, na sua sala de estar.

Você disse que pode ser vista como uma pessoa “não muito comunicativa, misteriosa, distante.” Essa também pode ser uma descrição para o Dexter, e até mesmo para o próprio Michael C. Hall – ou o que ele parece ser. Você conseguiu ‘quebrar’ ele?
Uma pessoa misteriosa olhando para outra pessoa misteriosa resulta no quê? Outro mistério. [Risos.] Ele foi o que me atraiu nesse programa. Quando eles me convidaram, eu não conhecia o programa, então passei um domingo inteiro assistindo a um monte de vídeos para conhecer melhor, e o achei absolutamente facinante. Gostei muito da relação de irmãos que estava acontecendo, e o resto do elenco era excelente, e o roteiro – mas foi ele, ele me fascinou completamente.

Parece que você será uma espécie de figura de mãe para esse personagem. E você interpretou uma mãe principal em ‘Melancholia’. Você só está disposta a aceitar papeis de mãe se elas forem más?
Você é um ator e diz, Ah, bem,  eu posso interpretar qualquer coisa. Sim e não. Eu não quero interpretar qualquer coisa. Então eu procuro papeis que me façam dizer, “Esse é ousado. É engraçado. Isso é cruel. Esse se encaixa comigo.” Mãe é mais parte de minha vida real; sou mãe. E papeis de mãe geralmente são subvalorizados. Já interpretei mães perversas; interpreto o tipo mãe de mãe de serial killer agora. Eles tem que ter algo de especial. Não podem ser o tipo mãe do cotidiano, porque nunca pensei em ser uma pessoa normal no cinema – sou uma pessoa normal na minha vida real, como todo mundo. Mas não é como eu me projeto. Quero algo mais empolgante.

Fonte: Dexter Daily
Tradução: Bruna Rubin e Flávia Guimarães

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