sábado, 20 de julho de 2013

Comic-Con 2013 | Painel Dexter


Para abrir o painel da oitava e última temporada de Dexter na Comic-Con 2013 - e aplacar a ansiedade dos fãs que encheram a Sala H e esperaram o dia inteiro pela apresentação, que fechou o dia aqui em San Diego - o canal Showtime já começou jogando para a torcida.

Foram dois vídeos: um com uma homenagem do elenco, falando sobre o apoio recebido dos fãs na Comic-Con ao longo dos anos, e outro com uma seleção de melhores momentos (basicamente, as mortes de Dexter Morgan) da série nessas oito temporadas. O clima era de despedida desde o início. Como o ator John Lithgow não pôde vir ao painel - entre muitos atores e atrizes que vieram para San Diego apesar de já terem morrido na série há tempos - ele gravou um vídeo em que diz que todo mundo o chama de psicopata na rua por causa de Dexter. "Obrigado por isso, Comic-Con!", brincou Lithgow.

O último episódio da série foi rodado na semana passada, e a produtora-executiva Sara Colleton diz que a ficha ainda não caiu para o pessoal que faz a série. De qualquer forma, os preparativos para as caixas de DVD começam. No painel foi anunciado que o box da oitava temporada (cuja edição especial vem num molde de cabeça similar àquele em que Dexter testa os padrões de sangue) e o box com a série completa (no formato da caixa dos slides das vítimas de Dexter) serão lançados no dia 5 de novembro nos EUA.

Do que ainda vem por aí na série, o ponto mais interessante do painel foi um ato falho da atriz Yvonne Strahovski, que interpreta Hannah McKay, antagonista do detetive. Depois de dizer que, como sempre, não poderia revelar nada, a atriz soltou: "Eu não sei quando eu volto nem como volto, não sei qual será a minha vingança... quer dizer, qual será a minha motivação. Pode ser vingança ou amor, quem sabe".

Quando o microfone foi aberto ao público, o ator Michael C. Hall respondeu algumas perguntas sobre sua preparação. Questionado se tem rituais para entrar no personagem, disse que precisa de um ritual para SAIR do personagem. Ele diz que vestir a roupa de matar é uma boa forma de entrar em modo Dexter, e para aliviar o estresse faz exercícios. "Depois de um certo ponto [o personagem] vira sua segunda natureza, então a questão mesmo é saber como sair dela", diz.

David Zayas, que vive o Sargento Angel Batista, brinca: "Às vezes a gente pega um pé cortado e jogamos futebol americano com ele para aliviar". Jennifer Carpenter, a Deb, é quem parece sentir mais o peso: "Algumas cenas são como assistir a acidentes de trânsito! Eu sou um fio desencapado até a hora de dizer corta, então só começo a me recuperar já no caminho para casa. Eu queria e ainda quero que Deb morra, eu quero que ela desça ao fundo do abismo onde estão os segredos dela e que ela fique lá, ao invés de eu carregar esse peso".

Colleton diz que as mortes também são um fardo para os roteiristas e produtores: "Achamos emocional mesmo ter que decidir que um personagem vai morrer. Sempre discutimos se Dexter pode passar por uma experiência de aprendizado sem ter que necessariamente matar algum desses personagens, e no fim percebíamos que não havia alternativa, tinha que ser daquele jeito mesmo".

Dos presentes no painel que já se despediram da série, Julie Benz lembra que já morreu em outras séries de TV, então está acostumada, mas em Dexter ela precisou passar por um processo de luto, em suas palavras. "Foi tão abrupto que eu não estava preparada, e isso me impactou". Erik King, por sua vez, diz que já sabia antecipadamente que seu personagem morreria desde o começo da temporada. E Desmond Harrington, o detetive Joey, completa: "Pois eu achei que ia durar um ano só, vocês também devem ter achado, mas ainda estou aqui!".

Depois de dizer que é fã do Hulk ("Dexter é a minha forma de interpretar o Incrível Hulk da série de TV"), Hall coloca em perspectiva seu trabalho na telinha: "Eu jurei que não faria mais nenhuma série depois de todo o drama de A Sete Palmos, mas aprendi a nunca dizer nunca. Eu me sinto sortudo de poder participar desta era de séries de TV em que atores podem desenvolver seus personagens e aprofundá-los no decorrer de alguns anos". Para completar, ele conta que objetos levará consigo da série: o crachá de Dexter na polícia e o relógio de pulso: "Porque me acostumei a usá-lo no dia a dia".

Por: Marcelo Hessel - omelete.com.br

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