segunda-feira, 1 de julho de 2013

Review 8x01 - A Beautiful Day



Pessoas bem resistentes conseguem ficar até 36 horas sem beber água, até um mês sem comer nada, mas não há registros de pessoas que aguentariam mais uma semana de espera para a nova e última temporada de Dexter.

Minha atenção para este episódio não estava somente na qualidade dele. Eu não queria apenas saber como seria o desenrolar da história com a finada (que o tinhoso a tenha!) LaGuerta, nem apenas saber como estaria a Debra. Antes, eu queria saber o que teria mudado de uma temporada para a outra, porque, afinal, não é só mais uma temporada, é a final.

Não sou um grande crítico de cinema, mas a mudança na fotografia das temporadas passadas para esta foi fenomenal. O movimento na câmera, aproximadamente no minuto 16, filmando o corpo encontrado, depois Dexter, Masuka, Quinn e depois o cenário de uma maneira mais ampla, mostra exatamente o que eu quero dizer. Isso me faz pensar que estão investindo em cada detalhe do seriado!

Seguindo a lógica jornalística, vou comentar o seriado começando das partes menos relevantes.

Talvez minha maior revolta no episódio seja com esse relacionamento entre a Jamie e o Quinn. Será que existe cota para pegadores em todos os seriados? Não vejo necessidade de um em Dexter. A melhor temporada do Quinn até agora foi a 5°, que ele realmente participou da trama principal, junto ao robocop.
Gostei de ver o Batista sendo Batista. Confuso, dependente da opinião alheia e se conflitando por pequenos detalhes. Da mesma maneira que na primeira temporada ele era extremamente dependente da opinião alheia para comprar um colar para a filha, aqui ele age da mesma maneira ao ter que lidar com os pertences remanescentes da Maria. A diferença é que agora ele é tenente.


Por falar em tenente, e essa Debra? Eu fiquei bastante surpreso ao ver que ela tinha saído da Miami Metro. O seriado não costuma ter muitos personagens importantes que estejam fora do departamento de polícia. Esse novo trabalho da Deb pode proporcionar muitas boas oportunidades de trama, então esse ponto me deixa feliz com essa nova empreitada. Por outro lado, eu me entristeço ao ver o que ela (ou seria o Dexter?) está fazendo com sua vida. A Deb já apresentou fases maníacas antes e agora parece estar bem pior. Sexo, drogas e criminosos.

Não é pelo fato de ela ter matado a LaGuerta, nem por Dexter ser um serial killer, é pela frustração de ver tudo o que ela construiu em cerca de trinta anos de vida se esvaindo, e esvaindo em sangue. Toda conduta fidedigna de um policial, o legado do pai, a paixão (não sexual, como aquela psicóloga louca sugeriu) pelo irmão, o sucesso na carreira profissional... tudo se foi. A Jen Carpenter tem mantido sua excelente atuação, de maneira menos exagerada e escandalosa como na temporada passada, mas de alguma forma, de modo mais intenso. Podemos dizer que de todas as vítimas de Dexter, a Deb é a mais infortunada delas.

Pai, filho, serial killer e agora o mais filho-da-puta do seriado, Dexter. Depois de sete anos, ele ainda encanta com seus ataques de fúria, seus descontroles repentinos e sua cara-de-pau com os outros. Seus voice-over ainda continuam iguais aos das outras temporadas, e isso é bom!

Como tudo aponta para o fim, é quase que inevitável sentir apreensão em cada cena do episódio. Cada minuto pode ser decisivo e revelador, mudando a história de direção. Desta vez pode ser o Masuka a se aproximar da verdade, ou o Batista, ou talvez o Matthews.

Ou talvez outra pessoa.


Talvez a Dra. Evelyn Vogel seja essa pessoa. Minha primeira impressão foi: “Merda, eles vão trazer uma Ana Beatriz Barbosa para a Miami Metro e tentar provar que Dexter é um psicopata, um predador social comedor de coraçõezinhos inocentes”. Se o intuito for esse, ao trazer a neuropsiquiatria, a trama estará sendo extremamente previsível. Um insulto a todos nós, fãs. Entretanto, o final do episódio me pegou de surpresa! Aparentemente não é apenas um jogo de gato e rato no escuro. De onde, do passado de Dexter, surgiu essa Vogel? Quais suas contribuições para o seriado? Será que ela é uma aliada? Inimiga? Bode expiatório?

Apesar das dúvidas, não quero terminar a review nesse tom de quiproquó, prefiro termina-la com ataques de fofura! Harrison está uma graça, um “pudim”! E um pudim não-psicopata, como alguns ainda tinham esperanças. (Em face à sua fofura eu vou ignorar que em 6 meses ele envelheceu 4 anos.)

A temporada não começou intensa, mas absolutamente boa. As expectativas para os próximos episódios são as melhores. E olha que eu não sou o maior otimista.

(Lembrando, galera, deixem os spoilers dos próximos episódios para posts de spoilers)


Abraços, Dexterous!

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